Cabritos e jacarés

A Tupuka, uma das start ups do ano em Angola, é citada num artigo do Diário do Nordeste, no Brasil, como entregando comida e, vejam só, também cabritos, galinhas e até leitões vivos.

Bem, é uma empresa de entregas de comida, viva e confeccionada, cada um depois sabe como e com o que vai comer. Eu tenho visto por Luanda dezenas de automóveis estacionados a vender, em pontos estratégicos, ovos e galinha viva.

A minha questão, simples, acho, é: se é para entregas rápidas pede-se já o leitão vivo mesmo? Aka! Tipo num fim-de-tarde, em pleno namoro na varanda, com os olhos postos no nosso horizonte, curto, porque cheio de poeira, se ela de repente diz que tem fome e “vamos lanchar, amor”, mando vir já um leitãozinho para irmos juntos(?) a cozinha. Bem, brincadeira à parte, a iniciativa é boa nesta cidade em que qualquer deslocação consome tempo infindo.

Portanto, viva a Tupuka que a nós traz a comida, pronta, ou por “duzir”. Mas os do Lobito é que não se deixam, agora estão numa de entrega de jacarés, coisa nunca vista na Restinga, quase rodeada de mar.

O povo se espantou, mas não era para tanto, aí ao lado, na Catumbela, jacaré é que não falta, depois é só o mar arrastar. Só não sei se as autoridades têm o seu controlo, se agem para manter a sua população e o equilíbrio ecológico, que deve incluir turistas

. Só nos faltava jacarés a atacar turistas na sala de visitas de Angola, em pleno mar. Venha antes um cabrito, que hoje apetece caldeirada.