INEFOP forma mais de 40 mil jovens este ano

A maior parte dos formados são jovens abaixo dos 35 anos de idade e que receberam valências profissionais que vão contribuir para a sua fácil absorção pelo mercado de trabalho

Quarenta e oito mil e 657 cidadãos foram formados este ano pelo Sistema Nacional de Formação Profissional nos mais variados centros sob tutela do Instituto Nacional de Formação Profissional (INEFOP), revelou ontem, em Luanda, o ministro da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Jesus Maiato. Os beneficiados estão munidos de qualificações técnicas nas mais diversas áreas da vida profissional. Segundo o governante, que falava à margem do acto de encerramento do ciclo formativo 2018, ao longo do ano em curso homens e mulheres receberam ferramentas e técnicas necessárias que lhes permitirão a inserção no mercado de trabalho com maior competência e conhecimento das actividades que desempenham.

De acordo com o governante, este ano, o Sistema Nacional de Formação Profissional passou de 709 unidades formativas para 722. Deste número, 143 unidades são públicos e estão sob tutela do INEFOP. Jesus Maiato fez saber ainda que, no mesmo período, matricularam- se nos diversos cursos 56 mil e 825 formandos. Porém, para além da missão de continuar a formar capital humano, frisou igualmente que este ano o sector da formação profissional registou outras realizações, com destaque para o Fórum Nacional sobre Emprego e Formação Profissional, um espaço que serviu para a abordagem do estado do sistema no país. O ministro apontou ainda a aprovação do novo estatuto de carreira dos agentes do sistema nacional de emprego e formação profissional como outro ganho.

“A aprovação desta carreira constitui um marco importante para as áreas do emprego e formação profissional, pois integra os especialistas de emprego no regime especial, ajusta a carreira ao regime dos agentes da educação e estabelece, também, o regime remuneratório equivalente”, esclareceu. Ainda em 2018, o governante fez saber que se apostou no reequipamento de alguns centros de formação profissional, com realce para o centro do Lubango, que beneficiou de equipamentos modernos para os cursos de soldadura e energias renováveis. “Fizemos cumprir o plano de distribuição de material consumível e atribuir recursos financeiros aos distintos serviços provinciais para o reforço da aquisição de materiais”, frisou. Por outro lado, citou a aposta na superação técnica dos formadores e a abertura da Escola Cidadela Jovens de Sucesso nas províncias de Malanje e Cabinda, cujo foco centra-se na transformação e formação de jovens das zonas rurais, como outro ganho.

Continuidade das acções

Para o próximo ano, Jesus Maiato assegurou a continuidade das acções que visam a consolidação do Sistema Nacional de Formação Profissional. “Acreditamos que uma das formas que temos de garantir a renda a ocupação dos cidadãos é por via da obtenção de uma profissão”. O ministro fez saber ainda que nos próximos tempos se dará uma atenção especial ao diálogo com o sector empresarial, às Ordens e aos sindicatos, com o objectivo de desenvolver os perfis de formação e os planos curriculares, mais ajustados às exigências do mercado laboral e, sempre que possível, a assinatura de protocolos para a realização de estágios profissionais para os recém-formados