Dirigente da UNITA mostra-se céptico no combate à corrupção

O secretário provincial da UNITA em Benguela, Alberto Ngalanelã, disse, na abertura da sexta reunião ordinária do Comité Provincial da agremiação política, que o ano 2018, prestes a terminar, fustigou os angolanos com fome, pobreza e desemprego, apesar do discurso optimista da nova governação

POR: Constatino Eduardo, em Benguela

Alberto Ngalanelã, que garante estar a afinar a máquina partidária tendo em vista as eleições autárquicas, previstas para 2020, salienta que o elevado custo de vida, alimentado pela queda galopante do poder de compra, figura na lista das grandes preocupações dos angolanos. Sustentou que os cidadãos, agora, tomaram conhecimento de que o seu sofrimento nunca se deveu à UNITA, porquanto, segundo disse, toda a estratégia montada alegadamente pelo seu principal adversário político, o MPLA, de diabolizar a figura do seu líder fundador, Jonas Savimbi, redundou em fracasso.

O também deputado da Assembleia Nacional critica a estratégiado actual Executivo de combate à corrupção, por estar a criar um “exército” de desempregados no país, degradando, deste modo, o quadro sócio-económico. O político, que em 2019 vai continuar as acções de reforço das estruturas de base a pensar nas autarquias, diz que o seu partido sempre alertou “que combater a corrupção é combater o MPLA”.

Ngalanelã acredita que a pretensão de combate à corrupção é um exercício para tentar branquear a imagem do MPLA para se perpetuar no poder, transmitindo, principalmente aos menos atentos, a ideia de que a mudança “é possível dentro do MPLA”, a quem responsabiliza pela degradação do tecido económico e social do país. “O país, hoje, anda de mãos estendidas à caridade da China e da Europa, quando os governantes que delapidaram o erário público acumularam fortunas que ultrapassam os montantes de sucessivos OGE’, disse.