combate à corrupção passa pela realização das autarquias locais

durante dois dias (Sexta-feira e Sábado) a comissão política provincial da unitA esteve reunida, na cidade de Malanje, na sua 6ª reunião ordinária, para analisar a situação política, económica e social da província

Miguel José, em Malanje

O secretário desta força política, Mardanês Calunga, disse que a instituição das autarquias em todos os municípios do país vai permitir o combate à corrupção, o resgate da autoridade do Estado e a moralização da sociedade. No discurso que marcou a abertura da 6ª Reunião Ordinária, o dirigente do “Galo Negro” declarou que as autarquias constituem uma base imprescindível de desenvolvimento de qualquer país.

Por isso, a tomada das decisões da vida pública vai ajudar a combater os comportamentos nocivos que derivam da própria governação e levar os gestores públicos a pautarem por uma gestão transparente e mais responsável.

Falta de investimentos afugenta quadros

Segundo Mardanês Calunga, a falta de investimentos atractivos e ausência dos principais serviços sociais, nos municípios, está a provocar a fuga dos funcionários públicos para a cidade de Malanje, a capital da província, em busca de melhores oportunidades de vida.

“O que está a acontecer é que os técnicos de Saúde e alguns funcionários das administrações municipais, que trabalham em regime de contrato, estão há mais de seis meses sem salários”, revelou Nesta senda, o seu partido entende que a situação nos municípios poderá melhorar só com a realização das eleições autárquicas em todo o território nacional, na perspectiva de garantir a dignidade dos cidadãos e sustentar o desenvolvimento local.

“Operação resgate” na óptica da UnitA

Para se evitar constrangimentos, o Executivo devia prever uma dotação orçamental orientada para o efeito, com finalidade de evitar o impacto negativo no seio das famílias afectadas. Argumentou que esta devia elaborar um estudo prévio que pudesse assegurar outras formas de sobrevivência das famílias directamente afectadas.

Debate franco e aberto

Respondendo às alegações que têm sido feitas por alguns analistas da nossa praça, que dizem que o seu partido não tem noção de Estado, Mardanês Calunga invocou a necessidade de diálogo, através de um debate franco e aberto, com todas as forças vivas da sociedade, como forma de “salvar o país do rumo em que se encontra”.

“Hoje, esgotadas todas as mentiras, o Presidente da República, João Lourenço, veio a público, de forma humilde e corajosa, dizer que os ‘marimbondos’ roubaram tudo e levaram para o exterior”, disse.
combate à corrupção Sobre esta matéria, Calunga encorajou os seus partidários a denunciarem às autoridades competentes todos os actos ligados ao crime de “colarinho branco”, a fim de levar os eventuais culpados às barras do Tribunal. Finalmente, Mardanês Calunga reiterou que a UNITA continua a defender a realização das eleições autárquicas em simultâneo, em todo o país, sendo essa uma forma que alega para melhor governar, e evitar a delapidação do erário.

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