Waku veste-se de vermelho e preto em mais um aniversário do “ÉME”

A vila do Waku Kungu acolheu neste Sábado, 8 (de forma antecipada), as comemorações de mais um aniversário do Movimento Popular de Libertação de Angola, MPLA, que se assina Segunda-feira, 10

Texto de: André Mussamo, enviado Wacu Kungu

A linda sede municipal do município da Cela, cercada de montanhas verdejantes e onde S. Pedro não se faz de rogado no que toca a quedas pluviais, está a ser neste final de semana uma localidade onde o vermelho, amarelo e preto se constituíram nas cores dominantes nas vestes dos transeuntes e nas encostas, fachadas de edifícios e postes de iluminação pública.

Na véspera do evento, a responsável pelo partido dos camaradas na Cela prometia colocar no evento comemorativo qualquer coisa como 100 mil militantes e amigos. Neste Sábado sem fontes credíveis para confirmar e quantificar os números, arriscamos apenas dizer que afluíram mesmo muitos milhares.

Da sede do MPLA em Luanda e em representação do presidente do partido, chegou para presidir o acto a vice-presidente da formação politica que governa Angola desde a sua Independência, Luísa Damião, que respira ares das verdejantes terras do Wacu desde a ultima Quinta- feira, 6, altura em que deu inicio a um preenchido programa que passou por visitas a infra-estruturas, reuniões com militantes a acções de entretenimento e recreação.

Na manhã de Sábado, o dia começou segundo a praxe habitual entre os camaradas. Eusébio de Brito Teixeira, primeiro secretário do MPLA no Cuanza-Sul, foi o primeiro a tomar a palavra no acto comemorativo.

Saudou a visitante, agradeceu a escolha de um dos municípios da sua província como palco da “boda” de aniversário do “glorioso” e pediu efusiva saudação à “ilustre visitante”. Seguiram-se as habituais mensagens de organizações de massas.

A JMPLA, pela voz de Luther Rescova, o líder da juventude desta formação política, renovou o engajamento e comprometimento do “braço juvenil do partido” com os próximos desafios, nomeadamente os de apoio ao novo Executivo e de preparação para o desafio das eleições autárquicas.

Depois, pela OMA, a secretária-geral, Luzia Inglês, fez questão de rememorar as diferentes etapas vencidas pelo MPLA e as conquistas trazidas pela luta, onde o empoderamento do género e a igualdade de oportunidades pragmatizados através de acções e legislação foram as principais referências. Depois coube a vez da número dois do “partido dos camaradas” proferir o seu discurso.

Mais uma vez, mostrando sintonia com os novos ventos que sopram no seio do MPLA, Luísa Damião reiterou o combate às más práticas (corrupção, nepotismo, bajulação e outras), servindo-se de citações dos recentes pronunciamentos feitos por João Lourenço.

A vice do MPLA agradeceu a “calorosa recepção” com que foi brindada pelos militantes e simpatizantes do seu partido na província e revelou que a escolha do Cuanza-Sul soa um pouco como a “cereja no topo do bolo”, em celebração da tradição do eleitor local, que brinda os camaradas com os famosos “5 a zero” uma clara referência à habitual atribuição dos cinco mandatos de deputados do círculo desta província ao MPLA.

Mesmo sendo um momento de festa, Luísa Damião fez questão de rememorar os ingentes desafios que o país está a enfrentar e terá de enfrentar, mas no final renovou que o futuro é animador. Os presentes foram encorajados a aceitarem e aprofundarem a crítica e auto-critica, valorizando cada vez mais o “pensar diferente”.