Teste de VIH/SIDA “leva” mais de três mil cidadãos ao Centro Materno Mbonde Chape

os técnicos de saúde aconselham os cidadãos a fazerem o teste, principalmente as mulheres grávidas, no sentido de protegerem os seus bebés, evitando que sejam contaminados

Texto de: Stela Cambamba

três mil e 563 cidadãos de diferentes idades acorreram, de Março a Novembro do corrente ano, ao Centro Materno Infantil Mbonde Chape, em Luanda, para fazerem o teste de VIH/SIDA, dos quais, 74 foram detectados portadores deste vírus que se propaga pelo país de forma acentuada. Fernanda Correia, directora da instituição, prestou essa informação a OPAÍS à margem da campanha de testagem voluntária que decorre até ao próximo Sábado, 15.

A actividade visa informar os moradores da localidade e arredores sobre a patologia, por constatarem que poucos dominam os cuidados a ter para evitar o contágio com essa infecção, bem como os que devem ser adoptados por aqueles que vivem com o vírus ou a doença.

Das 74 pessoas cujos resultados foram positivos, 39 estavam concebidas, das quais 13 já deram à luz e tanto as mães como os bebés estão a ser acompanhados pela instituição para evitar o contágio de mãe para o filho, explicou a responsável do Serviço de Atendimento, Testagem Voluntária (SAT), Makaya Msamba. Até ao momento, três bebés já terminaram o acompanhamento.

O último teste para a criança que se amamenta do peito da mãe é feito quando faz 15 meses e os que não desfrutam deste direito natural, o último exame é feito mais cedo, aos nove meses. A técnica de médica aconse
lha todos os cidadãos a fazerem o teste, principalmente as mulheres grávidas, no sentido de protegerem os seus bebés, evitando que
sejam contaminados.

Por outro lado, contou que diariamente o banco de urgência do centro atende cerca de 50 pessoas, entre grávidas e doentes, sendo na sua maioria com idades compreendidas entre os 15 e 24 anos. Segundo Makaya Msamba, o centro tem as condições logísticas criadas para testarem mais de 800 cidadãos.

Medo por combater

Apesar de reconhecer que para muitos não é fácil ir fazer o teste, pelo que, mesmo estando doentes se recusam fazê-lo, a médica diz esperar que o número de cidadãos que aí se deslocam para o fazer aumente ou se mantenha. “Alguns alegam não estar preparados psicologicamente, ou devem antes anunciar à parceira a realização do teste”, realçou.

Além de fazer o teste, os técnicos da área de SAT fazem aconselhamento antes e depois dos testes. “Naqueles casos em que o resultado dá positivo, o trabalho não tem sido fácil porque muitos ficam desesperados e chegam até desejar a morte”, frisou. Dos testes realizados, na sua maioria os que apresentam resultado positivo, são os que vêm do banco de urgência. Nestes casos, à semelhança do que acontece com as grávidas, os pacientes são acompanhados no centro.

“Temos na instituição fármacos para assistir estes portadores de VIH, incluídos as gravidas e os seus bebés”. Makaya Msamba esclareceu que essa é a primeira vez que o centro adere a uma campanha do género, pelo que é satisfatório o número de cidadãos que ocorrem à unidade sanitária para realizarem o teste de VIH/SIDA voluntariamente.

O 1° de Dezembro é uma data voltada para que o mundo una forças para a conscientização sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA). Desde o final dos anos 80, tal dia vigora no calendário de milhares de pessoas ao redor do mundo.

É um dos 8 dias mundiais relacionados com a Saúde que é celebrado a nível global, designadamente, o Dia Mundial da Saúde, Dia Mundial do Dador de Órgãos, Dia Mundial da Imunização, Dia Mundial da Tuberculose, Dia Mundial sem Tabaco, Dia Mundial da Malária e Dia Mundial contra Hepatite.

error: Content is protected !!