BANC encerra nove agências e restringe levantamento de valores aos clientes

O Banco Angolano de Negócios e Comércio, S.A. (BANC) encerrou no último final de semana nove agências, repartidas em centros de empresas e balcões em diferentes distritos da cidade capital. Em consequência da falta de dinheiro, os clientes só podem retirar 10 mil kwanzas/ dia

No âmbito do processo de saneamento em curso, deliberado pela administração, o Banco Angolano de Negócios e Comércio (BANC) encerrou no dia 6 do mês em curso as agências localizadas na Mutamba, Maculuso, Marginal, 11 de Novembro, Rocha Pinto, Viana, nas imediações da Igreja Metodista, e duas no Quilometro 25. Com está medida, os clientes só podem levantar 10 mil kwanzas / dia e aproximadamente 47 funcionários correm o risco de ficar desempregados. No total, o BANC contava com 23 agências.

Neste momento, restam apenas duas agências em Luanda e uma no Soyo, uma em Santa Clara, na província do Cunene, uma em Benguela, no Lobito e duas no Lubango. Segundo uma fonte que pediu para não ser identificada, antes de serem comunicados oficialmente pela empresa, depararam- se com a informação através do Jornal de Angola. E , posteriormente, foi publicada uma nota interna anunciando que no dia 7 de Dezembro a maior parte das agências iria encerrar as portas. “Os funcionários que tiveram a informação foram comunicados que vão receber o salário de Janeiro e serão indemnizados”, explica a fonte. Até ao momento, o corte de funcionários corresponde a 60 por cento. Com a previsão de até Janeiro de 2019 chegar aos 90 por cento.

Clientes podem levantar apenas 10 mil kwanzas /dia

Maria Antónia, cliente do BANC, residente no km 25, ficou surpreendida com o encerramento da referida agência. Na Sexta-feira, 6, dirigiu-se ao banco para fazer um levantamento e deparou-se com o fecho da agência e não sabia onde recorrer para obter mais informações. “Cheguei por volta das 9 horas e o banco estava fechado, apenas os guardas disseram-me para dirigir-me à agência sede, localizada no Talatona. Quando cheguei disseram-me que podia apenas levantar 10 mil kwanzas /dia, quando pretendia adquirir uma quantia mais elevada”, lamenta a cliente, enfurecida. Segundo ela, na porta da instituição estava um comunicado a informar que os clientes deveriam dirigir-se à agência sede localizada em Talatona ou ligar aos serviços de apoio ao cliente.

Em sua opinião, deveriam informar os clientes para evitar a falta de informação e desespero. No comunicado refere que “nos termos do previsto no artigo, 4, nº 1, em conjugação com artigo 7 º ambos aviso numero 11/2016 do BNA, comunica-se que, no âmbito do processo de saneamento em curso neste instituição, foi deliberado pela Administração em funções o encerramento das Agências da nossa rede comercial a seguir enumeradas e a transferência das contas nelas domiciliadas para a Agência sede, localizada em Luanda, sector Talatona, zona, cs4 nºCDS LS16.0716/ 09, distrito Urbano da Maianga, ingombotas, Rocha Pinto, 11 de Novembro, Centro de Empresas em Viana no km 25, município de Viana”. O Banco Angolano de Negócios e Comércio, S.A. (BANC) surgiu em 2008 e conta com os seguintes serviços: Contas à Ordem, Investimentos, Poupança, Cartões de Crédito e Multicaixa.

BNA exige que bancos tripliquem capital social mínimo

Os bancos comerciais que operam no país terão de ter um capital social mínimo de 7,5 mil milhões de kwanzas a partir de Janeiro de 2019, o triplo de 2,5 milhões de kwanzas exigidos actualmente, segundo um aviso do B.N.A. Segundo um aviso nº 2/2018, denominado “Adequação do Capital Social Mínimo dos Fundos próprios Regulamentares das Instituições financeiras bancarias”, os bancos têm até ao dia 31 de Dezembro para proceder ao aumento de capital social exigido.

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