Editorial: Negócio é negocio, conversas à parte

Para começar, diga-se, os bancos comerciais angolanos têm entre os seus accionistas pessoas muito bem colocadas. Logo, informação privilegiada é coisa que não falta. Por outro lado, apesar da vigilância e das regras mais que apertadas do BNA, a verdade é que os bancos comerciais angolanos têm realizado verdadeiros milagres: não dão crédito, não oferecem grandes opções de investimento e poupança e ainda assim conseguem resultados altamente positivos. Talvez fosse boa altura para o supervisor bancário e a sociedade começarem a estudar o fenómeno, assim como a participação voluntária, ou involuntária, do Estado em tudo isso, numa altura em que a sociedade está cada vez mais pobre. Talvez haja negócios que não nos são explicados com a devida exactidão.

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