O MPLA defende combate à corrupção, à impunidade, ao nepotismo e à bajulação

Num comunicado divulgado ontem, 10 de Dezembro, data em que o partido no poder completou o seu 62.º ANIVERSÁRIO, os camaradas referem que a efeméride acontece numa conjuntura desafiante para Angola, de combate a todas as formas de corrupção, uma prática que fragiliza as instituições democráticas e mina a confiança dos cidadãos e dos investidores, nacionais e estrangeiros, no aparelho do Estado. Neste contexto, lê-se ainda no comunicado, o MPLA defende que o Executivo deve continuar a aprofundar o quadro jurídico e legal, na conformação do Estado democrático de direito, de modo a que sejam todos responsabilizados pela violação do plasmado nas leis em vigor, sendo necessário aplicar medidas disciplinares.

“O MPLA considera que, com um combate cerrado à corrupção, à impunidade, ao nepotismo, ao branqueamento de capitais e à bajulação e a sua consequente destruição, Angola vai melhorar a diversificação da produção, propiciando um ambiente de negócios competitivo e reforçando a atractividade da sua economia”, salienta o comunicado dos camaradas, acrescentando que o partido “advoga que o sector privado, as empresas e os empresários nacionais, no verdadeiro sentido da palavra, devem ser os protagonistas da transformação da economia angolana, a par da consolidação do sector financeiro, para que possa assegurar o financiamento de projectos de investimento viáveis”.

O desenvolvimento do sector

privado deve ser apoiado por investimento directo estrangeiro, designadamente, aquele que integra, no seu projecto, conhecimento, tecnologia e mercado, apoiando, assim, o processo de transformação e de diversificação da economia, em curso no País, defende ainda o partido no poder. Neste novo ciclo político do país e no quadro da execução do seu Programa de Governo 2017/2022, os camaradas reiteram “o seu propósito da criação de uma sociedade em que o bem-estar do povo angolano se materialize através da aplicação de programas prioritários, que assegurem a redução dos desequilíbrios e a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, em particular dos grupos mais vulneráveis”.

O modelo de desenvolvimento sustentado que o MPLA adoptou implica uma cada vez melhor distribuição da riqueza nacional, garantindo a igualdade de oportunidades aos cidadãos, não só pelo acesso universal à educação, ao ensino, à saúde, à justiça e à formação técnico-profissional e científica, mas pela possibilidade de terem uma ocupação útil à sociedade, através do emprego justamente remunerado ou da gestão do próprio negócio. Por ocasião da celebração, comemorada ontem, do Dia Internacional dos Direitos Humanos, o partido que venceu as eleições gerais de 2017 reafirma o seu comprometimento pelo respeito às convenções internacionais nesse capítulo, em particular a Declaração Universal dos Direitos do Homem e a Carta Africana dos Direitos do Homem e dos Povos.

“O Bureau Político do MPLA

exorta os militantes, simpatizantes, amigos do Partido e todos os cidadãos a fazerem desta data histórica em momento de reflexão, a favor da paz, da unidade e reconciliação nacional, como premissas fundamentais para o progresso e a justiça social em Angola”, remata o comunicado.

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