Governador de Benguela quer empresários mais interventivos

Rui Falcão quer mais proactividade dos empresários para ajudar o Executivo local a desenvolver a província

POR: Constantino Eduardo, em Benguela

Num encontro realizado nesta Terça-feira, 11, no Palácio da Praia Morena, o governador de Benguela, Rui Falcão, aproveitou para chamar a atenção da classe empresarial, na sua perspectiva bastante “desorganizada”, mas que reclama a adjudicação de obras. “Vocês têm que trabalhar e resolver os vossos problemas. Queremos parceiros que, de facto, representem a vontade da maioritária de cada um dos sectores”, desabafou o governante, em afirmação feita depois de ouvi-los em audiência.

Rui Falcão acusou alguns empresários de serem pessimistas, por, alegadamente, verem “defeito em tudo”, tendo reiterado que não é empresário e, por isso, não é com ele que se deviam preocupar para a concorrência. O governante respondia a reclamações de alguns empresários que, durante o encontro, queixaram- se da falta de obras, em benefício de outros que vêm de diferentes pontos do país. Os empresários alegaram que esta prática vigorou sobretudo nas anteriores governações e consideram optimista o discurso de Falcão, que quer inverter este quadro.

Feira dos municípios e cidades de Angola

Uma outra questão levantada no encontro, cujo objectivo foi o de avaliar o impacto da realização da feira dos municípios e cidades de Angola, esteve relacionada com os preços então praticados pela empresa realizadora do certame na venda de espaços para a exposição de produtos. Os empresários afirmam que este facto desincentivou, de certa medida, a adesão das suas empresas ao evento, reclamando da “pouca oportunidade”.

“O grande constrangimento foi mesmo o preço”, disse Carlos Vasconcelos, presidente da Câmara de Comércio e Indústria(CCI) de Benguela. Um outro empresário local disse ter recebido um convite da Arena e tinha muito interesse em participar, mas depois de saber dos preços perdeu o interesse. No frente-a-frente com Falcão, os empresários manifestaram o interesse de chamar a si o direito de serem eles próprios a realizar as próximas edições da Feira Internacional de Benguela(FIB), questionando por que razão a Eventos Arena organiza sistematicamente o evento sem a integração de uma empresa local.

Feira

Relativamente à feira, o governante deixou a entender que algumas reclamações da classe empresarial não têm razões de ser. “Muitos dos que estão aqui aproveitaram bem esta feira, felizmente, fico orgulhoso por isso. Se o nosso empresariado do sector turístico me disser que não aproveitou bem, estará a ser desonesto consigo próprio. Praticamente, não havia camas disponíveis no sector litoral da província”, sustentou o governador. Num outro ângulo da sua abordagem, informou que o Executivo está a engendrar acções para, no decurso de 2019, o Aeroporto Internacional da Catumbela obter a licença de Aeroporto Regional, por ser um vector importante para o desenvolvimento sócio-económico da província, ultrapassada que está a questão da falta de energia eléctrica da rede pública. Rui Falcão acredita que, quando o empreendimento público estiver a funcionar constituir-se-á numa instituição bastante importante para o empresariado local.

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