África do Sul pode acolher 3º CAN, Angola tem infra-estruturas degradadas

desde que aboliu o Apartheid, no início da década de 90, do século XX, a África do Sul tem sido palco de competições continentais e mundiais, sendo o único país em África que acolheu uma Copa do Mundo em futebol

Texto de: Miguel Kitari

O afastamento dos Camarões da organização do Campeonato Africano das Nações colocou na primeira linha de sucessão a África do Sul. Quando for anunciado o país organizador do próximo (CAN) 2019, a África do Sul pode ser o escolhido, isso tendo em atenção ao nível de organização que vem demostrando. Portanto, não será surpresa para ninguém se o país do “Arco-íris e de Mandela” for o eleito, mesmo que na corrida estejam potências como o Egipto e Marrocos, com larga experiência.

Com uma rede de hotéis e hospitalar funcional e com preços acessíveis, aeroportos, sistema de transportes local, e de segurança capaz de dar resposta a uma competição do nível do CAN, mundial é ponto assente que a África do Sul está em melhores condições que os demais concorrentes, salvo um contratempo de última hora.

Aliás, os sul-africanos não precisam mais provar para ninguém o nível organizativo, pois durante o mundial- 2010 foram elogiados, até mesmo pelos Europeus, muito “desconfi ados” em relação aos africanos em termos de organização. Muito perto de Angola (dista há pouco mais de 3 mil quilómetros), este país que esteve largos anos afastado das grandes competições por força das sanções contra o Apartheid pode ser um exemplo a seguir, em termos de conservação das infra-estruturas. E Angola é um destes que precisa aprender com a África do Sul.

É que os Estádios que serão utilizados agora no CAN foram construídos para acolher o mundial de 2010, o mesmo ano em que Angola albergou CAN. A verdade é que os Estádios sul-africanos estão aí, servindo o mundo e o continente africano, no que ao futebol diz respeito. Em sentido contrário, os Estádios do Tchiazi (Cabinda), Tundavala (Lubango-Huíla) estão impraticáveis, 8 anos depois. Ombaka (em Benguela) e (11 de Novembro) este último em Luanda, já clamam por manutenção.

Entretanto, são as infra-estruturas que ajudam no processo de formação que atletas de qualidade, para que possam rivalizar com os formados noutras paragens do mundo. Em África existem outros bons exemplos em termos de formação e conservação de Estádios de Futebol.

Gana e Egipto podem ser citados. E, por arrasto, são estes os países que têm tido resultados satisfatórios em termos de clubes e de selecções no continente. Isso quer dizer que as infra-estruturas infl uênciam, em grande medida, nos resultados desportivos, salvo raras excepções.

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