Governo prevê reabilitar e construir monumentos

De acordo com a ministra da Cultura, consta no orçamento do Programa de Investimento Público (PIP) para 2019 a construção de alguns memoriais como o da Rainha Njinga Mbande, em Malange. A informação foi avançada ontem, Quinta-feira, 13, no final da segunda reunião da Comissão Nacional Multisectorial para a Salvaguarda do Património Cultural Mundial

Durante a reunião que decorreu sob orientação do vice-presidente da República, Bornito de Sousa, a comissão multissectorial apreciou o “Plano de Acção 2018-2022” documento que define os objectivos, formas de organização e de programação das suas actividades, assim como os resultados esperados. Neste âmbito, de acordo com a ministra da Cultura, o Governo aprovou a reabilitação dos monumentos Fortalezas de São Pedro da Barra, de São Nicolau no (Namibe), da Catumbela (Benguela), da Cadeia do Missombo (Cuando Cubango), a Vila Histórica do Massangano, o Cemitério dos Ngola em Malange e o Museu de Arqueologia (Benguela).

Carolina Cerqueira referiu, também, estar já aprovado no orçamento do Programa de Investimento Público (PIP) para 2019 a construção de memoriais como o de Teka Dia Kinda na Baixa de Cassange (Malange), da Batalha do Ebo (Cuanza- Sul), de Njinga Mbande (Malange) e da Batalha do Ambuila (Uíge). A governante justificou tratar-se de investimentos que poderão contribuir para a memória histórica do país. Ainda no quadro do Plano de Acção, segundo o comunicado produzido no final da reunião, a comissão debruçou-se sobre os trabalhos decorrentes do processo de inscrição e classificação do Cuito Cuana-vale, Tchitundo Hulo e o Corredor do Cuanza, estimando os anos de 2022, 2023 e 2024 como prazos indicados para que os referidos projectos sejam submetidos à UNESCO. A comissão multissectorial, refere a informação, foi também informada sobre o processo de inclusão de conteúdos relacionados com os monumentos e sítios que simbolizam a história cultural e a tradição oral nos manuais escolares.

Angola na conferência sobre a Rota de Escravos no Benim

A ministra da Cultura explicou terem sido discutidos também no encontro a questão dos estudos científicos que devem prosseguir em relação à pesquisa sobre o DNA, que permitirá , sobretudo nas Américas, encontrar a sua génese de origem africana e particularmente angolana. “Porque dos 12 milhões de escravos que saíram das costas de África para as Américas, a maior parte eram angolanos”, disse. A ministra referiu não haver ainda convénios neste sentido para trabalhar com outros países, mas adiantou haver aproximação e promessas de estudos conjuntos, como é o caso do Benim, do Gana e de outros países situados na Costa Atlântica e que estão no roteiro da escravatura. Carolina Cerqueira anunciou na ocasião a participação de Angola, em Agosto próximo, na Conferência Internacional sobre a Rota de Escravos, em Cotonou, no Benim.

Primeira edição do Festikongo acontece em Julho

A ministra da Cultura anunciou a realização para o próximo ano da primeira edição do festival de música “Festikongo”, que acontece nos dias 7, 8 e 9 de Julho do próximo ano, em alusão ao segundo aniversário da aceitação de Mbanza Congo como património mundial. Carolina Cerqueira explicou estarem agendadas outras actividades a serem realizadas ao longo do ano, enquadradas na mesma celebração. Disse tratar-se de uma manifestação artística que envolverá os países da região que abrange o antigo Reino do Congo, nomeadamente o Congo Brazzaville, a República Democrática do Congo, o Gabão e outros países que, segundo referiu, confirmaram a sua participação na condição de participantes. “É o caso dos Camarões, do Tchad e da Guiné Equatorial”, disse. Referiu também haver o objectivo de, no âmbito da Bienal da Paz, que o país vai realizar no próximo ano, apresentar Mbanza Congo como uma das amostras.

Semba candidato a património imaterial da humanidade

A ministra anunciou que o país pretende candidatar o Semba como património imaterial da humanidade. Todavia, referiu haver uma série de procedimentos legais que devem ser cumpridos, como é o caso do relatório de fundamentação que deve ser elaborado por peritos, com a participação da sociedade civil e de instituições como a Academia de Letras.

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