Feira de Artesanato do “Dondo” com fraca adesão de feirantes

Cerca de 24 expositores entre artesãos, livreiros, estilistas, agricultores e pintores participam na 9ª edição da Feira do Artesanato do Dondo, que teve inicio ontem, no município de Cambambe (Cuanza-Norte)

A feira que decorre sob o lema: “Dondo -Local tradicional de convergência Cultural e Negócios”, além dos feirantes provenientes de Cambambe, Cazengo e Lucala conta também com a participação de cidadãos provenientes das províncias de Luanda e Cabinda. A oitava edição do evento realizada igualmente no mês de Dezembro, em 2017, contou com 65 expositores. Na presente edição, o número reduziu para 24 expositores, estando ausentes os municípios do Bolongongo, Golungo- Alto, Ngonguembo, Quiculungo e Samba-Caju. Sobre esta redução de 41 expositores, o secretário de Estado para as Indústrias Culturais e Criativas, João Constantino, realçou que o facto deve-se ao mau estado das estradas, em consequência das fortes chuvas que têm estado a cair nos últimos dias.

“As chuvas dificultaram a deslocação dos nossos expositores, porque as vias de acesso ficaram debilitadas, mas ainda assim esperamos que até ao final o quadro venha a melhorar”, prognosticou o responsável. Sobre a realização do evento em Dezembro, anteriormente realizado em Agosto, o secretário de Estado referiu que se deve aos recursos postos à disposição para a realização do certame. “Estamos a realizar a feira num período que não queríamos que fosse. Estamos em Dezembro e é um mês um pouco ‘morto’, porque os estudantes estão em gozo de férias, e eles são o nosso público- alvo. Ainda assim, a cidade está mobilizada e tudo será animado”, considerou.

Expositores expectantes

Apesar do número reduzido de expositores, e a fraca frequência de visitantes, os expositores estão expectantes com a realização do evento, tendo como objectivo a comercialização dos produtos que aí expõem. É o caso da cidadã Suzana Manuel Vunje, do Dondo, que expõe cestarias. A artesã referiu que o número reduzido de expositores deve-se ao facto de ter havido pouca divulgação do evento. “Fomos surpreendidos quanto à realização da feira. Tivemos conhecimento na mesma semana e acredito que esse seja o motivo da fraca adesão dos artistas”, referiu. Já António Castro, do município do Cazengo, que expõe roupa africana, entre vestidos, saias, camisas e lenços, nota que apesar da fraca participação dos feirantes, está satisfeito com a organização do evento, por cumprirem com aquilo que é habitual para os citadinos, como a garantia da realização anual do evento. Por sua vez, António João, de Luanda, expõe sandálias de cabedal para jovens e crianças. “As expectativas é que vendamos tudo aqui exposto, de modos a tornar o nosso trabalho rentável”, observou. Enquanto isso, a cidadã Maria da Piedade, de Cabinda, referiu que nas edições anteriores a feira estava mais movimentada. Ainda assim, espera que até ao último dia do evento sejam surpreendidas com maior movimentação.

Corredor do Cuanza

A feira é realizada no Corredor do Cuanza, que representa o testemunho de dois períodos distintos da historiografia de Angola, o antes e o depois da chegada dos portugueses ao país. João Constantino lembrou que já foi feita a proposta ao Executivo para elevação à Património da Humanidade. Por esta razão, o secretário de Estado da Cultura realçou ser importante que se torne o Dondo num circuito de cultura e turismo, de modo a dinamizar ainda mais a cidade. “É preciso dar vida a este lugar. Como sabemos, o Corredor do Cuanza tem uma história de extrema importância. Temos a obrigação de preservar esta memória e relembrá-la sempre que pudermos”, enfatizou o dirigente.

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