OPsA quer tratamento da psicologia como profissão das profissões

Para tal, a Ordem dos Psicólogos de Angola (OPsA) solicita, a curto prazo, a legalização da mesma pelo Conselho de Ministros, a fim de deixar de encontrar sérias dificuldades na sua actuação

O Bastonário da OPsA, Carlinho Zassala, alertou às pessoas para considerarem a Psicologia como a profissão das profissões, pelo facto de a mesma ser um ofício no meio de outros ofícios, sendo bastante necessária para a harmonia e a pacificação das comunidades e mesmo das sociedades “Porque é através da mesma que se procura envolver todas as pessoas para a resolução de problemas que a todos preocupam e não existe outra profissão tão presente e indispensável na vida de uma pessoa, nos meios de concentração humana, na harmonização e moralização da sociedade, que não seja somente a Psicologia”, afirmou o Bastonário.

Carlinho Zassala, que falava recentemente à margem do 3º Fórum Nacional de Psicologia, alusivo ao 8º aniversário da proclamação da Ordem dos Psicólogos de Angola, referiu que a Psicologia apresenta soluções psicológicas para problemas individuais e sociais. Entretanto, sublinhou que a mesma não está apenas para tratar aspectos conflituantes de fórum intra ou interpessoais, mas também, e principalmente, para preveni-los, tornando a convivência salutar e harmoniosa entre as pessoas, entre marido e mulher, entre pais e filhos, professores e alunos, dirigentes e dirigidos, empregado e empregador, e entre colegas, de modo que as tarefas individuais, colectivas ou das organizações sejam produtivas.

Os académicos que integram a Ordem dos Psicólogos de Angola disseram, na ocasião, que o desejo dos filiados envoltos nos temas seleccionados no referido evento são actuais e actuantes, ao ponto de se enquadrarem no contexto actual do país, se se partir da vivência e convivência das famílias angolanas, sua segurança, educação e aprendizagem das crianças, bem como da produtividade das organizações. Recomendaram, igualmente, que a fuga à paternidade e à maternidade como factor de desestruturação familiar, a necessidade de actuação do psicólogo clínico no seio materno-infantil e a do psicólogo na perspectiva escolar, devem também merecer atenção particular do Estado, já que a harmonia do país depende, necessariamente, da sã convivência das famílias e, ainda, tendo em conta que a sociedade saudável de amanhã se constrói na sanidade mental das crianças de hoje.

“Foi e é assim nos países desenvolvidos e naqueles cujos governos se preocupam com o desenvolvimento da sua nação. Um grande exemplo foi a contribuição da Psicologia nos Estados Unidos de América, onde, em 1936, o seu governo, perante aos problemas que perigavam a unidade nacional, solicitou as contribuições da Psicologia, criando-se, para efeito, a Sociedade para o Estudo Psicológico de Questões Sociais, aludiram os especialistas, tendo acrescentado que a Europa e a América-Latina adoptaram a mesma estratégia na consolidação dos estados, quando havia problemas que perigavam a unidade e harmonia social nessas regiões do mundo.

Faltas na Operação Resgate

Para o sucesso da Operção Resgate, em curso em Angola, a OPsA recomenda também a inclusão de agentes virados, principalmente, para a vertente educativa e formativa, para se evitar a interpretação do caracter repressivo, de tal forma que os atingidos possam compreender as razões que fundamentam a referida política. Detalhando, insistiram na inclusão de especialistas, designadamente psicólogos, juristas, sociólogos, teólogos, antropólogos e historiadores, na equipa interministerial que está a analisar o fenómeno religioso em Angola. O cumprimento do Decreto Presidencial Nº 16/11, de 11 de Janeiro, no artigo 46º, pelo Ministério da Educação, que obriga as escolas a terem gabinetes de apoio psico-pedagógico, foi outra recomendação invocada para o contributo no equilíbrio da convivência social do seio restrito para o alargado.

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