Alunos com deficiências devem reprovar, alerta governante

Os directores de escolas devem trabalhar na consciencialização dos professores para evitar a transição de alunos sem saber escrever e ler, defende o secretário de Estado para o Ensino Pré-escolar e Geral, Pacheco Francisco.

A postura foi advogada durante um encontro com os directores de escola a nível do município do Lubango, no Sábado, em função de um estudo de campo realizado no 2º trimestre de 2017, por dois supervisores da Direcção Provincial da Educação.

O governante, segundo a Angop, sublinhou que se estes não assumirem a responsabilidade de instruir bem as crianças, o futuro será comprometedor.

“O director, conhecendo os seus colaboradores, está em melhores condições para colocar cada pedra no seu devido lugar e não deve ter receio de trocar um professor de uma disciplina para outra que tenha mais domínio, pois a mudança deve começar na sala de aulas”, defendeu.

Pacheco Francisco declarou que a reforma educativa foi mal interpretada, razão pela qual existe a necessidade de se ser mais rigoroso e evitar que o aluno que não saiba ler, nem escrever aprove, mesmo que esteja nas classes de transição. Advertiu que se os gestores não desempenharem o seu papel como deve ser, o ensino, a esse nível, vai continuar com problemas.

Para alterar esse quadro, declarou que se deve, de forma periódica, proceder à realização de diagnósticos mensais, trimestrais ou semestrais sobre o nível de aproveitamento dos alunos nas diferentes classes e o desempenho dos professores, para garantir que os alunos tenham um perfil de saída aceitável.

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