Eliminação do Obamacare compromete republicanos

Nos primeiras horas após um juiz ter declarado o Obamacare inconstitucional, os republicanos, com o Presidente Donald Trump à cabeça, celebraram. A desactivação deste programa de assistência médica criado por Barack em 2008 e em vigor desde 2010, foi um das principais promessas da campanha de 2016. Donald Trump tinha prometido iniciar o seu desmantelamemto no primeiro dia após o seu empossamento.

Horas depois da publicação do acórdão que declarava o mesmo inconstitucional por impor aos americanos a obrigatoriedade dos mesmos adquirirem um seguro de saúde, provisão que facilitaria a sua solvência, alguns estrategas republicanos começaram a admitir que agora têm um problema nas mãos: a execucão do acórdão ameaça deixar a descoberto milhões, assunto que será explorado pelos democratas em 2020, ano em que estarão em disputa o controlo da Casa Branca, da Câmara dos Deputados e um terço dos lugares do Senado.

A revogação progressiva do Obamacare, em andamento desde a posse de Donald Trump, é tida como sendo uma das razões que levou os republicanos a perderem 40 assentos na Câmara dos deputados, a qual a partir de 1 de Janeiro fi cará sob controlo dos democratas.

A circunstância do Obamacare ter vindo a encarecer nos últimos anos, o que levou alguns cidadãos a procurarem programas mais baratos, não suavizou o mal que alguns têm sobre os republicanos. Os democratas também têm os próprios problemas. A ala mais liberal do partido parece tentada a querer transformar o Obamacare num programa gerido pelo Governo.

O Obamacare, ou Lei de Protecção e Cuidado ao Paciente ( Patiente Protection Aff ordable Care Act, visava assegurar a cada americano seguro de saúde.

A sua implementação apoiada na obrigatoriedade de todos terem um seguro, resultou em processos judiciais os quais deverão prosseguir apesar da decisão da última Sexta- feira. Os democratas prometeram recorrer ao Supremo e esta decisão por si só deverá tornar o assunto num dos principais temas da campanha eleitoral de 2020.

A revogação deliberada na última Sexta-feira poderá deixar na corda bamba cerca de 17 milhões de cidadãos, os quais se não sentirem os efeitos da mesma, sentirão efeitos colaterais, pois a execução da mesma atinge programas paralelos. As companhias de seguro deixarão de estar obrigadas a cobrir cidadãos que tenham 26 anos de idade ou mais e que estejam nas apólices dos pais.

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