Empresas angolanas garantem aposta na inovação dos produtos e serviços

As empresas angolanas estão focadas no aumento da produção com qualidade e inovação, para que os produtos nacionais tenham maior aceitabilidade no mercado internacional, com vista a reduzir o nível de importação e promover as exportações no país

Essa intenção está a ser demonstrada pelas empresas nacionais presentes na primeira Feira Comercial Intra-africana (IATF/2018), que termina esta Segunda-feira, no Cairo, Egipto, e está a servir de interacção e troca de informações entre as empresas que actuam em diversos ramos de actividade.

Com o lançamento da sua mais recente marca “Super Malte”, a Refriango tem como desafio continuar a crescer com qualidade e inovação, bem como manter os níveis de confiança dos seus clientes para reforçar a internacionalização das suas 15 marcas fabricadas em Angola, segundo o gestor de marketing, Rui Marques.

No quinto dia da feira, o gestor afirmou que a participação da sua empresa no maior evento comercial de África está a ser proveitosa, pois os contactos que foram estabelecidos até ao momento permitirão encontrar possíveis parceiros e fomentar as exportações, assim como viabilizar o crédito empresarial.

A empresa, que investiu 680 milhões de dólares em indústrias de refrigerantes, conta com a internacionalização de algumas marcas produzidas em Angola, como o sumo Nutry, Tuti, a gasosa Blue, a água Pura (África), a Speed e a Bue (Europa).

BDM

A BDM, empresa angolana de engenharia, tecnologias, arquitetura e urbanismo, focada em projectos que contribuem para a melhoria das condições habitacionais, transportes de carga e mercadorias, logística, portos, entre outros sectores, de acordo com a gerente de projectos desta empresa, Andressa Melo. Ser uma empresa de referência nacional na área de actuação constitui a principal meta da BDM.

A empresa, que existe em Angola há 12 anos, conta com 44 projectos em execução e 62 supervisões de obras, bem como emprega 285 trabalhadores, dos quais 84 por cento de mão-de-obra nacional. Para Andressa Melo, a feira constitui uma oportunidade ímpar, para mostrar a capacidade produtiva das empresas africanas, agregar valor, trocar informações e produtos entre os países, assim como mostrar ao mundo que em África existe mão-deobra qualificada e técnica com a qualidade desejada.

“Nesta feira, estamos a apresentar a nossa capacidade de produção e trocar contactos, no sentido de buscar investidores para Angola, bem como procurar clientes para oferecer toda nossa tecnologia e qualidade de projectos que nós temos, principalmente na área de infra-estruturas e logística”, realçou.

A BDM é uma empresa angolana de engenharia e tecnologias, vocacionada para a feitura de projectos de mobilidade, engenharia civil, infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias, arquitetura, urbanismo e fiscalização, suporte e ingestão de obras.

Angola cables

Para Leonildo Simões, gestor comercial da Angola Cables, a IATF/2018 está a ser proveitosa, por permitir a interacção e troca de experiências entre várias empresas. Quanto ao cabo submarino de fi
bra óptica, que liga Angola e Brasil, o responsável reiterou que esta infra-estrutura já está concluída, encontrando-se em fase de ensaio para começar a operar brevemente.

“Com a entrada em funcionamento do cabo submarino Angola/Brasil, as comunicações serão mais rápidas entre os países africanos e o resto do mundo, assim como facilitará a arrecadação de divisas no país, com a venda de serviços deste cabo”, assegurou o gestor.

Angola Cables é uma empresa que actua no sector das telecomunicações e tem a missão de gerir os cabos de fibra óptica. O quinto dia da IATF/2018, assinalado Sábado, ficou marcado com a visita ao pavilhão de Angola do Comissário do Comércio e Indústria da União Africana, Albert Muchanga, que se mostrou impressionado com o nível de organização e a qualidade dos produtos que as empresas angolanas expõem nesta montra.

A assitura de um acordo entre a Federação Internacional de Empresas e Mulheres Profissionais e a Federação de Mulheres Empreendedoras de Angola (FMEA) também marcou este dia.

O acordo visa a integração das mulheres angolanas na federação internacional.

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