Expositores insatisfeitos com a fraca movimentação na Feira do Dondo

Os expositores da 9ª edição da Feira de Artesanato do Dondo, que decorreu de 14 a 15 do corrente (Sexta-feira e Sábado), na histórica vila do Dondo, Município de Cambambe (Cuanza- Norte), mostraram-se insatisfeitos com a fraca movimentação de visitantes e feirantes no evento

Os cidadãos provenientes de quatro municípios da província organizadora do evento, assim como de Luanda e Cabinda, dos ramos das artes plásticas, cestaria, gastronomia, moda, agricultura e livreiros referiram que a fraca frequência de visitantes, durante o certame, reflectiu- se nas vendas dos produtos expostos.

O artista plástico João Domingos Machado, do município do Cazengo, realçou que desde a sua vinda, na Sexta-feira, até ao encerramento, no Sábado, o balanço das vendas foi negativo, facto que considera desconfortável, uma vez que a intenção era de comercializar. “A feira correu mesmo mal.

A venda não foi como se esperava e esse não é o objectivo dos feirantes. Não teve muita concorrência e vemo-la como se fosse um evento mal programado, com pouco tempo de organização. Muitos dos expositores estão a sair decepcionados”, observou.

O cidadão defendeu a maior divulgação do certame nos órgãos de Comunicação Social aquando da sua realização, de modos a torná-lo mais aberto e participativo. Quanto à previsão da realização do evento em Agosto, nas próximas edições, enalteceu a intenção da organização do evento, por considerar a época seca de fácil trajecto.

A cidadã Suzana Manuel Vunje, do Dondo, que expôs cestarias, disse a este jornal que, apesar da feira ser bem organizada, não comercializou os seus produtos. A também agricultora, insatisfeita com a situação, apelou à organização da feira para uma maior divulgação do evento. Por sua vez, a estilista Maria Songo, de Cabinda, com três participações na feira, para além de comercializar alguns dos produtos expostos, fez um rescaldo negativo pelo fraco movimento de expositores e do público.

“A feira foi bem organizada, mas o problema é que houve pouca movimentação do público. Á noite ainda se fazia sentir, mas não consideramos o suficiente. É complicado quando vens de longe com a intenção de vender e voltas com as malas cheias”, lamentou. Já o artesão António João, de Luanda, considerou também que a fraca participação de feirantes e do público deveu-se à falta de divulgação da realização do evento.

O cidadão ressaltou que na edição passada, também realizada em Dezembro, o certame esteve mais movimentado. “Chegamos na Sexta-feira, encerrou no Sábado, não vimos nada. Muitos colegas que vivem nas outras províncias pretendiam vir, mas devido à pouca movimentação desistiram. Nós como temos cá contactos antecipamos a nossa vinda, mas aqueles que não têm, acabam por ficar perdidos por falta de divulgação”, contou.

Encerramento

O certame que encerrou no Sábado decorreu sob o lema “Dondo – local tradicional de convergência cultural e negócios”. Durante a sua vigência permitiu a realização de uma visita ao Forte de Cambambe, à Fabrica de Cerveja Eka, palestras, entrega de livros à Administração de Cambambe, bem como uma exposição de fotografias que retratam vários aspectos do reino do Ndongo e show de animação cultural.

Este ano, os stands pré-fabricados foram substituídos por tendas de lonas em tecidos de nylon, situação que será invertida em outros eventos, com a construção de barracas fixas em todo o perímetro da feira, para se evitar desperdícios de recursos financeiros, com as constantes aquisições de tendas móveis.

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