Jovens e empresários proporcionam Natal solidário a comunidade do tapo

Jovens e empresários proporcionam Natal solidário a comunidade do tapo

Por: Maria Teixeira

A Associação Juvenil de Apoio às Comunidades (AJACOM) e o Núcleo de C o m u n i c a – ção (NC), com os seus parceiros, proporcionaram, ontem à população do Tapo, município de Belas, na barra do Cuanza, a 42 quilómetros do centro da cidade de Luanda, um Natal Solidário. Nesse dia, os “Colaboradores Solidários” entregaram um presente a cada criança da comunidade que durante a tarde puderam brincar, cantar e dançar na presença de madrinhas e parceiros, num ambiente envolvido pela “magia” do Natal.

Os promotores da iniciativa, em parceria com a empresária Cárita Celedónio, uma das madrinhas do projecto, ofereceram brinquedos aos pequenos e comida e bebidas em cabazes para os que ali residem.

O director-geral do NC, Maurício Santana, em entrevista a OPAÍS, disse que o Programa ‘Acção Solidária’, surgiu há três anos com o objectivo de tentar melhorar a vida das comunidades. “O objectivo do programa pretende ser uma acção comunitária para tentar melhorar a vida das comunidades, melhorar na consciência de fazer melhor e juntos, porque juntos somos mais fortes”, disse.

As acções da associação visam dar apoio a pessoas carentes das comunidades, com maior incidência para as crianças, jovens, mulheres e idosos. “Chegamos aqui há três anos só com donativos, mas ao longo dos anos tivemos um crescimento enorme com a adesão de empresas.

Temos aproximadamente 40 empresas a mobilizarem esforços para esta acção”, declarou. Maurício Santana fez saber que actualmente existe uma pequena comunidade de pessoas socialmente responsáveis pela acção solidária para o Tapo, apenas trabalham com a comunidade do Tapo, porque querem fazer um trabalho bem feito.

Por essa razão, o Núcleo de Comunicação conseguiu levar estas crianças ao Centro Comercial Belas. “Essas vivências provocam sensações, sentimentos e reacções de emoções que se repercutem para os seus colegas”, disse. Uma comunidade com aproximadamente 500 pessoas, na sua maioria crianças, tem como fonte de renda principal a pesca, o artesanato e as salinas.

Em 2016 a população da comunidade do Tapo deixou de consumir água salubre, por ter beneficiado de um reservatório de água potável, numa iniciativa da Associação Juvenil de Apoio às Comunidades (AJACOM). A AJACOM é uma associação filantrópica sem fins lucrativos, que luta pelo combate à delinquência e drogas.