“O minjud e a direcção nacional dos desportos têm conhecimento da existência da associação”

O presidente da Associação Provincial de Desportos para Trabalhadores (APRODET), Manuel Cunha, em entrevista exclusiva a O PAÍS, contou como surgiu a ideia do projecto e revelou os planos para 2019

O presidente da Associação Provincial de Desportos para Trabalhadores (APRODET), Manuel Cunha, revelou que o surgimento de provas para trabalhadores começou na Empresa Pública de Água de Luanda (EPAL), em 2015, onde o mesmo trabalha. Manuel Cunha contou que o antigo Presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa supracitada, Leonídio Ceita, orientou- o, com mais mais três colegas, para realizar um torneio em que participassem equipas do sector de Energias e Águas.

“Foi assim que o projecto começou a ganhar pernas para andar e hoje já é uma realidade”, disse. O torneio dos parceiros, que é constituído pela Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE), a Rede Nacional de Transporte de Electricidade (RNTEP), foi disputada apenas em uma só edição.

O responsável associativo explicou que a prova com a integração de mais outras empresas ganhou corpo. Na primeira edição participaram os bancos BIC e Keve, a EPAL e a Assembleia Nacional. A competição teve lugar no Namibe. Passados quatro anos, o presidente da Associação Provincial de Desportos para Trabalhadores faz balanço positivo, tendo revelado que o objectivo é ajudar as empresas a prestarem mais atenção aos seus funcionários.

O nosso interlocutor avançou que, em 2019, a província de Malanje vai acolher a 5ª edição do Campeonato Nacional de futebol salão. Entretanto, Manuel Cunha avançou que as senhoras terão também uma actividade semelhante. “Estamos a estudar a possibilidade de realizar provas de barra do lenço, de 35 vitórias e outros desportos da gente feminina que as senhoras muito apreciam.

Vamos também abraçar o basquetebol, porque temos nas empresas muitos praticantes da bola ao cesto”, explicou. Orçamento A Associação Provincial de Desportos para Trabalhadores tem no seu catálogo, em Luanda, 30 equipas, enquanto a nível nacional já são 80.

A respeito da gestão, o presidente da APRODET contou que na sua associação é aberta. “As equipas comparticipam com o valor de 200 mil kwanzas, o valor é gerido de tal forma que os campeonatos nacionais possam decorrer sem sobressaltos”, disse. Manuel Cunha revelou ainda que o seu órgão não depende do Orçamento Geral do Estado (OGE).

“Ainda não somos uma federação, mas vamos realizar a nossa constituição no próximo ano. Até lá, quando constituirmos uma federação ou associação com estatuto reconhecida pelo Estado angolano, acredito que receberemos alguma coisa”, perpectivou Manuel da Cunha.

O responsável confirmou que o Ministério da Juventude e Desportos e a Direcção Nacional têm conhecimento da existência da associação. Manuel Cunha reiterou que o dinheiro que a associação necessita é para pagar os salários dos funcionários e outras pessoas envolvidas na organização que dirige.

error: Content is protected !!