Pescadores artesanais do Egipto-Praia necessitam de material

Os pescadores artesanais da comuna do Egipto-Praia, município do Lobito, na província de Benguela, clamam por apoios das autoridades com materiais diversos para facilitar a actividade no sector da pesca, garantindo assim a sua subsistência

Em declarações à imprensa, os homens do mar no Egipto-Praia, muitos dos quais jovens, apontam a necessidade de pequenas embarcações de pesca com motor, rede malha 12, cabos, anzóis e chumbo, a fim de dar outro alento à actividade piscatória naquela localidade.

Um dos pescadores artesanais com muitos anos de experiência no ramo, Joaquim José Bocais, avançou que a falta de equipamento de pesca tem levado muitos destes jovens pescadores a ponderar o abandono da actividade, viajando para Luanda à procura de emprego ou optando pelo ramo da agricultura. Por isso, Joaquim José Bocais ressalta que os pescadores do Egipto-Praia não sabem como vão sobreviver sem materiais essenciais, daí aguardarem uma resposta do Governo para poder minimizar essas dificuldades.

Quanto ao dia-a-dia no mar do Egipto-Praia, o pescador contou que uma embarcação pode capturar diariamente três mil quilos de peixe, entre corvina, pargo, bacalhau, garoupa e carapau, e cada quilo é vendido a mil kwanzas.

O pescador disse que a captura da lagosta varia em relação à estação climática do ano e que no tempo frio, devido à pouca abundância do marisco, uma embarcação pode capturar 10 a 20 quilos/ dia, cada um vendido a três mil kwanzas. Já no tempo de calor, conseguem tirar até cinquenta quilos dia e o valor da lagosta baixa para dois mil e quinhentos kwanzas, segundo o pescador.

Como explica, o crustáceo é mais procurado por empresários do ramo hoteleiro, tanto das cidades do Lobito e Benguela, como de Luanda, por ser um produto muito apreciado à mesa pelos turistas. Entretanto, em visita ao Egipto- Praia, o administrador municipal do Lobito, Nelson da Conceição, prometeu a resolução do problema dos pescadores artesanais naquela região, com a ajuda das empresas de pesca sediadas na província de Benguela.

Também garantiu a inauguração em Março de 2019 do Centro de Apoio à Pesca Artesanal, construído pelo Ministério das Pescas, com vista a facilitar a actividade dos pescadores em matéria de conservação e escoamento do pescado.–

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