Mais Samakuva

O XIII Congresso Ordinário da UNITA está marcado para o segundo semestre de 2019, numa altura em que a corrida para as autárquicas estará já em andamento, estando estas previstas para o ano seguinte, 2020. Ou seja, o Congresso da UNITA será marcado e mesmo condicionado por esta realidade, assim como a respectiva disputa eleitoral, o que dá, por certo, vantagens ao seu actual presidente, Isaías Samakuva, caso se volte a candidatar. Até ao segundo semestre de 2019, que termina em Dezembro, estarão predefinidos os critérios e, também assim pode ser, até mesmo os pré-candidatos a autarcas pela UNITA, ou, pelo menos em via de definição. E tudo isto estará nas mãos de Samakuva. É o mesmo que dizer que ele poderá ir ao congresso com a faca e o queijo na mão, com o baralho por distribuir. Quem o for desafiar terá, naturalmente, muitas dificuldades, a não ser que se ponha em campo desde já e consiga começar a capitalizar não apenas simpatias, mas a certeza do seu pragmatismo entre os delegados ao congresso, outro problema. Ou seja, quem for desafiar Samakuva ou alguém por ele indicado, terá de trabalhar com o tempo de pouco menos de um ano para condicionar a eleição de delegados, terá de afirmar a sua “ala” e esta, bem definida, organizada e combativa, deverá começar a bater-se abertamente nas comunas, municípios e províncias para eleger a maioria dos delegados, ou haverá Samakuva pelo menos até 2022.

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