UNITA marca congresso para 2º semestre de 2019

Vai continuar a dirigir este partido até à realização do XIII Congresso Ordinário, altura em que será escolhido o seu sucessor, concretizando o seu desejo de se afastar da vida política activa, manifestado em 2017. A Comissão Política da UNITA, órgão decisório desta segunda força política do país, agendou a realização do XIII Congresso Ordinário da UNITA para o 2º semestre de 2019. A decisão está expressa no comunicado final da IV Reunião Ordinária desta comissão, realizada de 15 a 16 deste mês em Luanda.

Durante dois dias, segundo o comunicado distribuído à imprensa, a Comissão Política aprovou o relatório do Comité Permanente e apreciou o grau de cumprimento do programa de acção, assim como o funcionamento dos organismos do partido nos últimos 12 meses, tendo considerado o balanço positivo. No comunicado, esta comissão apela aos angolanos para estarem vigilantes, sobre o que chamou de “ linha discursiva do actual Chefe do Executivo, sem que na prática se verifique mudança real na vida dos cidadãos que se confrontam com problemas de desemprego, subida do custo de vida e fraca assistência médica e medicamentosa”. Este órgão considera que a alegada “política de exclusão, praticada por uma minoria de angolanos em relação aos outros” constitui o problema político maior em Angola, causando outros males de que enfermam a sociedade.

Violência doméstica

A Comissão Política condena os actos de violência doméstica perpetrados principalmente contra a mulher e contra a criança, praticados com extrema violência, e exorta todos os angolanos a pautarem por uma cultura de tolerância na base do respeito pelo outro. Este órgão constatou com bastante preocupação o incremento de homicídios tendo como autores agentes da ordem pública. Face à gravidade da situação, condena-os veementemente e insta as instituições públicas afins a tudo fazerem para conter estes actos de violência gratuita, exigindo a responsabilização criminal dos autores.

Revisão constitucional

Por outro lado, a Comissão Política defende a urgência de se iniciar o processo de revisão constitucional, uma das condições essenciais para se promover processos eleitorais transparentes e justos para viabilizarem alternâncias com base na vontade dos angolanos.

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