França promete ajuda ao Burkina Faso, mas não há mais tropas para combater islamistas

A França disse na Segunda-feira estar de acordo com um novo quadro militar com o Burkina Faso que aceleraria o engajamento das suas forças para combater militantes islâmicos numa região da fronteira norte de Burkina Faso, onde houve um aumento da violência..

A árida região do Sahel está a sofrer violência de grupos militantes ligados à Al Qaeda e ao Estado Islâmico, destacando a dificuldade que os parceiros internacionais enfrentam para restaurar a estabilidade regional. A região Norte do Burkina Faso, na fronteira com o Mali e o Níger, foi especialmente atingida, deixando o frágil estado do oeste africano lutando para afirmar a sua autoridade desde que o ex-presidente burkinabe, Blaise Compaore, foi derrubado em 2014 pelas mãos de um levantamento popular.

“Não haverá envolvimento extra de tropas no lado francês”, disse o presidente Emmanuel Macron numa conferência de imprensa com o correspondente burquinabe Roch Marc Christian Kabore, em Paris. No entanto, disse que Paris está pronto para enviar mais instrutores e conselheiros militares, além de equipamentos extra. A ministra francesa das Forças Armadas, Florence Parly, disse que os dois lados assinaram um acordo que define o marco legal para a cooperação em segurança, sugerindo que as tropas francesas poderiam fornecer ajuda mais rápida e facilmente às forças burquinabes. Paris fornecerá ao exército local 34 camionetas.

A França, antiga potência colonial da região, interveio no Mali em 2013 para expulsar os militantes islâmicos que ocuparam o Norte, e desde então manteve cerca de 4.500 soldados na região como parte das operações antiterroristas de Barkhane. Tem entre 250-400 elementos das forças especiais baseadas em Burkina. Liderados pela França, as potências ocidentais forneceram fundos para uma força regional composta de soldados do Mali, Níger, Burkina Faso, Chade e Mauritânia no intuito de combater os jihadistas. Mas a chamada força do G5 foi prejudicada pelo atraso no desembolso do dinheiro e pela fraca coordenação entre os cinco países, enquanto a insegurança aumentou.

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