retirada Americana da Síria recebida com surpresa

A decisão do Presidente Donald Trump de retirar as tropas americanas estacionadas na Síria foi recebida com surpresa dentro e fora dos Estados Unidos

A decisão do Presidente Donald Trump de retirar as tropas americanas estacionadas na Síria foi recebida com surpresa dentro e fora dos Estados Unidos. Alguns aliados do Presidente Soldados americanos no campo de batalha Donald Trump sai da Síria Soldado em posição de combate na Síria Ruínas numa das cidades sírias no Senado, que censuraram uma decisão similar de Obama relativamente ao Iraque, também não o poupam. Lindsey Graham, poderoso senador republicano da Carolina do Sul, contestou a asserção do Presidente segundo a qual o Daesh tinha sido derrotado, pelo que os soldados americanos podem regressar a casa. Graham disse que se trata de uma decisão de alto risco, que vai colocar os curdos em risco e deverá desapontar os aliados.

Nesses termos, acrescentou, “o general Trump não será melhor que o general Obama. Se Obama tivesse tomado esta decisão os republicanos iriam ao ar”.

A decisão de Obama de retirar as tropas do Iraque depois de ter sido empossado em 2008, é tida como tendo sido uma das razões que facilitou a emergência do Daesh naquele país, o qual depois disso veio a mergulhar numa nova vaga de violência. Disse haver um regresso dos soldados e um sentimento falso de segurança.

“A ideia de que o Daesh foi derrotado é fake news” disse, sarcástico. Graham esteve recentemente no Afeganistão e fez estas declarações depois de um briefing com o vice-presidente, Mike Pence, o qual apresentou as motivações do Presidente.

Este senador tem sido secundado por outros membros do Congresso, como Marco Rubio, senador do Estado da Florida, que também levantou sérias reservas a um movimento nesse sentido . “ Trata-se de um erro colossal, cujos efeitos far-se-ão sentir nos próximos meses ou nos próximos anos”.

As reticências de algumas senadores e deputados decorre do facto de ainda este mês o chefe do Estado-Maior General das forças armadas americanas, general Joseph Dunford, ter dito ser necessário treinar milhares de soldados locais para assegurar que os ganhos alcançados sejam duradouros.

“Precisamos de treinar 30 a 40 mil soldados. Por agora cumprimos 20 por cento deste task. Estamos muito longe da estabilização”, concluiu. Na semana passada, o enviado especial do Presidente Trump para aquela região, Brett McGurk, disse que os soldados americanos continuariam na Síria mesmo depois do Daesh ter sido derrotado.

O anúncio feito por Donald Trump na Quarta-feira foi bem recebido em Moscovo. Segundo Vladimir Putin, cujo Governo pondera exercício idêntico, neste ponto, “Donald está certo. Concordo com ele”. Pouco depois desta declaração de Putin, Trump publicou um tweet no qual aludia à presença na Síria, de russos, iranianos e obviamente militares sírios. “ Os Estados Unidos estão a trabalhar para eles. É hora dos outros fazerem a sua parte.” Dr

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