Mais logo, o menino

Desta vez o Pai Natal não virá para a grande maioria das famílias angolanas, se calhar está já a poupar no combustível, porque, apesar das promessas em sentido contrário, dificilmente escapará do escalar de preços depois de se começar a sentir a ferroada do FMI. Não era espectável que o Governo e a organização no viessem dizer, em pleno Dezembro, que as coisas iriam doer mesmo, como vão doer, inevitavelmente. Se calhar, já o disse antes, o melhor é as pessoas recuperarem o sentido antigo do Natal, em que se viravam para o menino Jesus, que era ele quem razia os presentes ou o conforto à alma. As nossas revistas cor-de-rosa, pelos vistos, há muito descobriram que por cá não neva, não é terra do Pai Natal e calaram-se, deixaram de ilustrar o Natal dos famosos, não há prendas. Então estamos a modos que iguais, uns com vergonha da pobreza e outros com vergonha de mostrar o que não podem justificar, mas todos, seguramente, a olhar para um Cristo que os salve. Sim, o menino volta ao seu lugar de rei no Natal.

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