Rui falcão adia balanço da sua acção governativa de 2018

Era expectável que falasse na tradicional cerimónia de cumprimentos de fim de ano, mas não o fez, prometendo fazê-lo proximamente

POR: Constantino Eduardo, em Benguela

O governador provincial de Benguela, Rui Falcão, promete fazer a resenha da sua acção executiva e traçar as perspectivas quando os membros dos conselhos provincial e locais de auscultação concertação social forem empossados Depois de ter ouvido a mensagem dos membros do Governo, era expectável que Rui Falcão procedesse ao balanço da sua acção governativa à frente dos destinos da província de Benguela na tradicional cerimónia de cumprimentos de fim-de-ano, mas não o fez.

A acção do governador surpreendeu vários segmentos sociais, políticos, religiosos, entre outros convidados, pois momentos antes da sua intervenção muito deles se tinham sujeitado à antevisão ao seu discurso aos órgãos de comunicação. Em nome dos membros do governo, interveio a vice-governadora para o sector Político e Social, Deolinda Valiangula, tendo encorajado o titular do executivo em Benguela a combater práticas de gestão danosa.

Os membros do Governo, disse, estão alinhados com a estratégia de governação e, sob sua égide, prometem aprimorar as competências, visando responder às exigências do cidadão a quem servem, “perspectivando o aumento de eficiência dos processos de transparência”. Nesta perspectiva, os principais colaboradores de Rui Falcão assumem o compromisso de evitar práticas que lesem o interesse do Estado e cooperar, de modo a transformar Benguela numa plataforma de desenvolvimento. Por sua vez, Rui Falcão, sem avançar data, justifica que não apresentou a resenha da província porque os conselhos de auscultação e concertação, apesar de terem sido definidas as composições, estão em processo de organização dos actos formais da sua constituição.

No seu ponto de vista, a abrangência de qualquer um dos fóruns permitirá um contacto perante e um diálogo mais profícuo entre as diversas partes que compõem a sociedade benguelense. Com um discurso bastante optimista, o governante reitera o que tem estado a propagar permanentemente: Benguela hoje está melhor que a de ontem. Segundo sustenta, Benguela termina 2018 seguramente melhor que o 2017, comprometendo-se “a fazer para ter uma Benguela ainda melhor no futuro próximo”. Para lá do discurso optimista de Falcão, o bispo da diocese de Benguela, Dom António Jaka, chama a atenção para necessidade de se melhorar o quadro actual dos municípios do interior, o qual qualifica de carência de condições sociais, e, por isso, defende que se preste mais atenção. Em declarações à imprensa, o prelado católico espera que, em 2019, o Executivo continue a apostar no sector social. Apesar de o OGE para exercício económico de 2019 ter registado um acréscimo no sector em referência, Dom António Jaka salienta que ainda não satisfaz a Igreja Católica.

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