Operação de Natal com 23 mortos em acidentes e nove homicídios

 

A informação foi avançada hoje, numa conferência de imprensa, em Luanda, pelo director do gabinete de Comunicação e Imprensa do Comando Geral da Polícia Nacional de Angola, Orlando Bernardo, que fez um balanço preliminar da operação policial durante a quadra natalícia.
Durante o dia 24 de Dezembro e até às 12:00 de 26, a Polícia Nacional  (PN) registou igualmente um total de nove homicídios, sendo um “involuntário, praticado por um agente da polícia” na província angolana do Namibe.
As forças da ordem  registaram igualmente sete violações sexuais, 53 ofensas corporais e 42 roubos, de um total de 172 crimes diversos, que resultaram na detenção de 377 pessoas.
Por crimes comuns foram detidas 145 pessoas, enquanto 232 estrangeiros foram detectados “em situação migratória irregular e violação da fronteira”.
Da operação policial resultou ainda a apreensão de 123 doses de estupefaciente do tipo liamba, 16,8 milhões de kwanzas (cerca de 48 mil euros), 166 sacos de farinha de trigo em mau estado de conservação e 3.225 litros de gasolina ilegal.
Segundo o comissário, os maiores índices criminais foram registados nas províncias de Luanda (52 crimes), Huambo (21), Bié (20), Benguela (13), e nas do Cuanza Norte e Huíla (ambas com nove).
A polícia registou também 15 incêndios, quatro descargas atmosféricas (raios) que causaram três mortos e dois afogamentos na província angolana de Cabinda.
Cerca de 70.000 efectivos da polícia angolana asseguram o acompanhamento da quadra festiva no país, liderados por um posto de comando superior.
O director do gabinete de Comunicação e Imprensa do Comando Geral da Polícia Nacional de Angola exortou os cidadãos a denunciarem “toda e qualquer tentativa de comportamento menos correto” dos efectivos envolvidos na operação.
Orlando Bernardo referiu que a corporação vai continuar a sensibilizar a população para a manutenção da ordem e sua segurança, para que se consiga melhorar o panorama e se tenha um fim de ano tranquilo.
A polícia angolana quer ainda que organizadores de festas ou actividades de fim de ano mantenham um comportamento “correto e responsável”, para que “decorram com segurança”, tendo em atenção a preocupação de não incomodar terceiros”.

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