eleições adiadas para março em algumas zonas da RDC

As regiões de Beni e Butembo e a localidade de Yumbi na República Democrática do Congo (RDC) terão as eleições gerais, previstas para dia 30 deste mês, adiadas para Março pela falta de segurança.

As eleições gerais previstas para 30 de Dezembro na República Democrática do Congo (RDCongo) foram adiadas para Março de 2019 em algumas zonas de conflito e afectadas pelo vírus do Ébola, anunciou ontem, Quarta-feira, 27, a comissão eleitoral congolesa.

O adiamento será nas regiões de Beni e Butembo, na província do Kivu Norte, e na localidade de Yumbi, na província de MaiNdombe e a comissão eleitoral justificou o adiamento com a falta de condições de segurança. Inicialmente previstas para 2016, as eleições de Domingo foram já adiadas duas vezes, e, além de presidenciais, irão ainda permitir a escolha de representantes parlamentares a nível nacional e provincial.

O último adiamento foi anunciado na semana passada pela Comissão Nacional Eleitoral Independente (CENI) congolesa e foi justificado com problemas causados por um incêndio que destruiu oito mil urnas eletrónicas.

Os partidos da Oposição já disseram que não vão tolerar mais adiamentos da votação que vai escolher o sucessor de Joseph Kabila, Presidente desde 2001, o qual não pode voltar a concorrer por já ter cumprido dois mandatos, como prevê a Constituição.

O processo eleitoral na RDCongo foi um dos temas centrais de uma cimeira dos países dos Grandes Lagos, na Quarta-feira, em Brazzaville, República do Congo, em que participou também o Presidente João Lourenço. Esta cimeira é uma iniciativa do chefe de Estado da República do Congo e presidente em exercício da Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), Denis Sassou Nguesso.

Os conflitos armados persistem, sobretudo em Beni, e algumas zonas estão a ser afectadas por um surto de Ébola, o segundo mais mortífero na história do país.

A epidemia do vírus, que se transmite por contacto físico através de fluidos corporais infectados e que provoca febre hemorrágica, foi declarada em 1 de Agosto deste ano, em Mangina, nas províncias de Kivu Norte e Ituri, tendo provocado a morte a 319 pessoas e infectado mais de 542, segundo dados OMS.