PM de Israel encurta visita ao Brasil e não estará na tomada de posse de Bolsonaro

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, encurtou a visita oficial que vai realizar ao Brasil e não estará na tomada de posse do novo Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, revelou ontem o jornal O Globo

.Netanyahu tinha confirmado no final de novembro a presença na cerimónia de posse de Jair Bolsonaro, agendada para 01 de janeiro, mas, segundo o jornal brasileiro, decidiu não prolongar a estada no Brasil, que inicia na sexta-feira, além de domingo (30 de dezembro), depois de a coligação que formou o Governo de Israel ter dissolvido o parlamento e convocado eleições legislativas para 09 de abril de 2019.
A agenda da visita oficial do primeiro-ministro de Israel consagra um almoço com Bolsonaro na sexta-feira, no Forte de Copacabana, no sul de Rio de Janeiro.
Em 01 de novembro, Bolsonaro anunciou, na rede social Twitter, planos para transferir a embaixada do Brasil de Telavive para Jerusalém, à semelhança dos Estados Unidos, o que mereceu críticas por parte das nações árabes.
Pouco tempo depois da mensagem de Bolsonaro, Benjamin Netanyahu manifestou a intenção de estar na tomada de posse do novo Presidente do Brasil.
Durante a campanha eleitoral e nas primeiras semanas como Presidente eleito, Bolsonaro expressou em reiteradas ocasiões o seu desejo de estreitar os laços com Israel.
Na terça-feira, o presidente eleito do Brasil anunciou que o seu futuro ministro da Ciência visitará Israel para estabelecer um projeto de cooperação na área da dessalinização de água, para beneficiar a agricultura da região nordestina brasileira.
O anúncio da viagem do futuro ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, foi feito através de uma mensagem na rede social Twitter, na qual afirmou que as negociações para esse projeto de cooperação entre os dois países estão “muito bem encaminhadas”.
De acordo com Bolsonaro, já em janeiro serão construídas as primeiras instalações piloto para “retirar água salobra de poço, dessalinizar, armazenar e distribuir para agricultura familiar”.
“Também estudamos, junto ao embaixador de Israel e empresa especializada, testar tecnologia que produz água a partir da humidade do ar em escolas e hospitais da região. Poderemos, inclusive, negociar a instalação de fábrica no Nordeste para venda desses equipamentos no nosso mercado”, lê-se na mensagem.

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