Solidariedade chinesa acalenta duzentos órfãos no Kalawenda

Para além dos menores, outras centenas de famílias vulneráveis beneficiaram do gesto solidário dos chineses que ofereceram cerca de duas toneladas de produtos diversos

Mais de duzentas crianças órfãs do bairro Kalawenda, no município do Cazenga, beneficiaram de apoio da associação dos chineses voluntários de forma a reduzir as dificuldades sociais que atravessam.

Os menores, cuja maioria enfrenta sérios problemas de saúde, receberam consultas médicas gratuitas nas mais diversas especialidades, como a oftalmologia, dermatologia, ortopedia e clínica geral.

Os casos mais graves passarão a ser seguidos por um grupo de médicos chineses em clínicas privadas espalhadas por Luanda. Ainda de forma a assegurar uma quadra festiva com menos dificuldades, às crianças órfãs, bem como a outras centenas de famílias necessitadas, o grupo de chineses ofereceu ainda cerca de duas toneladas de produtos diversos, aos mais de 160 mil habitantes que o bairro alberga.

O conjunto, constituído por materiais escolares, bens alimentares, vestuário, calçados, brinquedos diversos e artigos domésticos, vai contribuir para a redução das dificuldades que aquelas famílias enfrentam. Já as senhoras viúvas do bairro, cujos maridos faleceram por diversas causas, receberam valores em dinheiro a partir de 20 mil kwanzas que vão ser aplicados em pequenos negócios de forma a criarem renda e independência financeira.

No acto, João Shang, presidente da Associação dos Chineses Voluntários, fez saber que o gesto faz parte de um conjunto de acções de solidariedade que a sua organização tem vindo a desenvolver há mais de quatro anos de forma a ajudar quem mais necessita. Segundo o responsável, esse gesto tem sido possível porque, dentro dos marcos de cooperação entre a China e Angola, o grupo de chineses que trabalha e vive no nosso país compreendeu que, para além de ganharem dinheiro, devem estar mais próximos das pessoas que mais sofrem. “Se todos contribuirmos com pouco, poderemos ajudar as outras pessoas a saírem da dificuldade.

E a relação Angola e China tem como objectivo principal a solidariedade”, frisou. Por seu lado, a administradora distrital do Calawenda, Ana Carlos, fez saber que a zona que administra é das mais carenciadas do município do Cazenga.

Com um número de habitantes acima das 160 mil pessoas, a responsável fez saber que a circunscrição carece de uma série de serviços básicos, situação que tem vindo a dificultar a vida da população local. Porém, no seu entender, o gesto da comunidade chinesa poderá ajudar a minimizar as necessidades básicas no seio das famílias.

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