Matrículas com chip de segurança entram em vigor a partir de 2019

O Ministério do Interior (MININT) pretende implementar no próximo ano o Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP), sendo Luanda e benguela as primeiras beneficiárias. relactivamente à criminalidade, Ângelo Tavares admite que “o Natal não foi pacífico”

As viaturas que circulam pelas estradas do país vão passar a ter matrículas com um chip eletrónico de segurança, a partir do próximo ano, contendo informações sobre as características, pagamento de impostos, seguros, inspecções ou infracções.

A informação foi avançada ontem, em Luanda, pelo ministro do Interior, Ângelo Veiga Tavares, durante o balanço do asseguramento do Natal (dias 24 e 25 de Dezembro). Justificou a medida pela necessidade de melhorar e tornar mais efectivo o controlo e gestão do parque automóvel.

O novo sistema de matrículas começou a ser discutido em 2011 e foi aprovado por Decreto Presidencial em Setembro de 2016, com vista a permitir que as autoridades tenham acesso rápido aos dados registados sobre o veículo.

As novas matrículas metálicas com chip passam a ter, obrigatoriamente, a bandeira nacional, a sigla identificativa do país (AO) e a data (mês e ano) de registo. Segundo o ministro do Interior, no primeiro trimestre de 2019 se vai realizar concursos públicos para a implementação dos centros de inspecção periódica de viaturas (CIPV), conforme consta no Diário da República publicado a 24 de Outubro, nº 171, 1ª série.

segurança integrada para luanda e Benguela Ângelo Tavares anunciou também, para o mesmo período, a entrada em funcionamento do Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP) em Luanda e Benguela, bem como a sua expansão, a posterior, para as províncias da Huíla, Huambo, Cuanza-Sul e Cabinda. “A implantação do Sistema Integrado de Segurança Pública será um marco histórico no domínio da segurança pública em Angola, que nas suas abordagens futuras certamente terá como referência antes e depois do SISP”, garantiu.

“Natal não foi pacífico”
sobre os números relativos à criminalidade nos dias 24 e 25 de dezembro, o governante admitiu que “o Natal não foi pacífico”, tendo justificado com o não acatamento de alguns conselhos transmitidos aos efectivos em serviço. A nota negativa recaiu para os acidentes de viação e no número de vítimas mortais e feridos daí resultantes, o aumento dos casos de roubo e o número de incêndios, bem como de afogamentos.

Ângelo Tavares disse que quer ver os efectivos do seu pelouro mais comprometidos com a moral, a ética, a disciplina, a honestidade e a competência que serão o “cavalo de batalha para 2019”. Aliás, a inspectora-geral do MININT, Margarida Jordão, disse ser necessário cuidar mais dos “efectivos insurrectos de forma adequada, punindo-os e responsabilizando-os e enaltecendo e valorizando os que merecem”, bem como criar condições para que cada um seja colocado no lugar certo.

Margarida Jordão declarou ser imperioso valorizar a farda, tendo em conta que muitos agentes de diferentes órgãos desse departamento ministerial “ainda não entenderam o significado da palavra ordem”, o que tem beliscado a imagem dessa instituição. “É tempo de mudança, de abolirmos as más práticas e resgatar as nossas consciências, valores e princípios”, disse a inspectora do MININT.

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