apenas 13% de estrangeiros visitam Angola para lazer e férias

as estatísticas do INFOTuR sobre 2015, 2016 e 2017 revelam que a irrisória minoria dos estrangeiros que visitam Angola, vêm a férias ou conhecer e explorar os recantos do nosso país. A falta de cultura turística e de pacotes atractivos para quem vem, bem como os preços elevados e parcas infra-estruturas, são os factores primordiais para a fraca adesão. Logo, 87% dos forasteiros vêm a Angola com finalidade profissional

Angola é um país abençoado no que a encantos naturais diz respeito. A riqueza e multiplicidade de relíquias que por cá existem são de deslumbrar qualquer um, venha de que parte do mundo vier. Todavia, as barreiras impostas pela sociedade, quanto ao acesso, desenvolvimento e divulgação destes fenómenos, são quase que inultrapassáveis, tornando diminuto o desejo de estrangeiros virem cá conhecer e explorar de forma livre, espontânea e segura.

Isto comprova-se com dados estatísticos do INFOTUR, avançados recentemente pelo director-geral Simão Pedro. E o relatório dos últimos três anos aponta para meros 13% de turistas que visitaram Angola, no conjunto de 100% de estrangeiros.

Inquéritos feitos por sectores afins, sobre a entrada e saída de visitantes no nosso país, indicam que “a maioria veio para negócios e serviço”, declarou o director Simão. Para lazer, as débeis infra-estruturas são um constrangimento.

Na lista de impedimentos ao crescimento e desenvolvimento do fluxo turístico em Angola estão igualmente os custos elevados para hospedagem e transporte aéreo, todavia, na base, está a falta de cultura turística para atrair visitantes.

Quem procura Angola? Para quê?

Segundo o responsável do INFOTUR, “os negócios e serviço ocupam grande fatia no que diz respeito à vinda para Angola,” correspondente a “59% de serviço, negócios 28%, férias e lazer 13%”, enunciou o director Simão. Estas referências do INFOTUR, apontam claramente que Angola não é um país que esteja pronto para proporcionar grandes aventuras turísticas aos visitantes, quer por questões infra-estruturais ou sócio-económicas.

Ciente de que o país tem muito a desenvolver para tornar-se num destino atractivo a forasteiros de toda a parte, o director Simão Pedro, reconheceu que no presente, “o lazer é uma percentagem mais pequena.” Assim, 44% dos estrangeiros que percorreram Angola provieram da Europa, perfazendo um total de 546.634 pessoas, em três anos, sendo Portugal um dos países que mais envia visitantes para cá.

No mesmo intervalo de tempo, de África vieram 22% dos visitantes, da Ásia 17% e, do continente Americano vieram 16% dos cidadãos, tendo da Austrália partido um número “residual”, quando comparado ao dos demais continentes.

Procura cada vez mais baixa…

Nos últimos três anos, o número de cidadãos de diversas nacionalidades que se deslocaram a Angola reduziu drasticamente, somandose em 2017 apenas 44% do volume de estrangeiros que cá vieram em 2015. Repartindo os provenientes por continente de origem, a Europa lidera a lista da procura, apesar da diminuição significativa do número de cidadãos Europeus que visitaram o nosso país em 2017, comparativamente aos dois anos anteriores.

Como se vê no quadro, dados apresentados em Benguela, pelo director-geral do INFOTUR Simão Pedro, de 2015 a 2017 Angola acolheu somente 1.250.941 estrangeiros. Vindo a grande maioria em serviço, somente 162.622 foram turistas. Comparativamente, a Namíbia, em 2015, terá recebido 1.400.000 estrangeiros.

Segundo o jornal brasileiro Correio do Povo, o facto de Angelina Jolie ter dado à luz à sua filha por lá, aumentou exponencialmente o interesse turístico. Já a igualmente vizinha África-do-sul, em 2014 acolheu aproximadamente 9.5 milhões de estrangeiros visitantes, número que terá reduzido minimamente em 2015, para cerca de 8.9 milhões de cidadãos, de acordo à agência brasileira “Panrotas”.

Tendo as estatísticas tabeladas sido apresentadas no segundo Fórum Provincial do Turismo, em Benguela, realçou-se a importância de se fazer crescer a indústria hoteleira pois poderá ser uma substancial muleta para a economia do país. E, sobre a sua contribuição no combate ao desemprego, “temos como principais empregadores no país os restaurantes e similares”, apesar dos despedimentos gerados pela crise, os índices equili

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