caligrafia definida como suporte ao ensino na Casa da Juventude da Fubu

o centro Comunitário da Juventude do Bonde Chapéu, “Fubu”, município de Belas em Luanda agregou a componente da ortografia na garantia do belo e da arte na escrita, de acordo com a direcção dessa instituição

Apesar de o curso ter surgido para ajudar a colmatar uma das principais dificuldades actuais dos estudantes, que é escrita, a direcção da instituição achou por bem colocá-lo como um verdadeiro suporte dos educadores que buscam superação pedagógica, a fim de potenciar os professores com uma ferramenta determinante para a qualidade do ensino.

“Trata-se das especialidades de Educação de Infância e de Pedagogia, onde a referida componente começa a entrar paulatinamente, de modo a conferir ao técnico de ensino uma competência que lhe vai assegurar a transmissão de conhecimento com bastante segurança, qualidade e eficiência”, observou Marcelo Paulo, directora interina do centro Juvenil, tendo acrescentado que, até ao fim de 2018, a Caligrafia, como disciplina, existia apenas no primeiro curso por si referenciado.

Enquanto curso, começou por atender às solicitações e necessidades de candidatos com idade compreendida entre os 14 e 45 anos de idade, mas, tendo em conta ao quadro actual dos alunos do ensino primário, a direcção desse centro de formação se viu obrigada a contemplar adolescentes e crianças, para fazer jus aos objectivos que nortearam a sua criação há mais de dois anos.

À directora interina do centro Comunitário da Juventude do bairro Bonde Chapéu preocupa o facto de o curso estar a reduzir de candidatos desta faixa etária, uma situação motivada curiosamente por pressões impostas aos alunos nas avaliações escolares, segundo alguns estudantes das redondezas ouvidos por O PAÍS, que prometem fazer as inscrições no princípio de 2019.

“No período de aulas, fica um pouco à esquerda, porque alguns professores ainda reclamam que estamos a gastar o tempo de “revisar” no curso de caligrafia, como se isso não fosse importante”, protestaram Paulo e Joãozinho, que se identificaram como alunos da Escola Simon Kinbangu, localizada próximo do centro juvenil. Marcela Paula informou que, desde o começo, em 2015, o curso de Caligrafia nunca teve mais de 10 alunos, embora o centro tenha registado no ano findo o interesse de adolescentes de 14 anos.

“Que não se entenda a minha preocupação como oportunidade de publicidade, mas nós sabemos que muitos alunos de hoje e alguns professores têm sérios problemas de escrita e de correcção, então, existindo um curso deste género, o normal era constar nos mais solicitados”, observou a directora interina, ao ponto de revelar que a sessão de formação da temporada de Outubro-Novembro teve apenas dois alunos.

“Pastelaria e Pedagogia na liderança”

Por se considerarem cursos que proporcionam valências para trabalho oportuno, o primeiro facilitando até o empreendedorismo e o consequente auto-emprego, enquanto o segundo, devido à atribuição de agregação pedagógica, abre caminho para a docência, os dois assumem a liderança de candidaturas. Na penúltima sessão de formação de 2019, o curso de Pastelaria teve um total de 20 alunos formados, dos 21 inscritos.

Seguiu-se o de Pastelaria que, dos 19 matriculados, viu chegarem ao fim da formação 17 candidatos. Já os cursos de Culinária e Secretariado Executivo se quedaram no terceiro e quarto lugar, no que à adesão diz respeito, tendo registado igual número de formados (13), diferindo apenas no de inscritos, em que o primeiro superou o segundo com mais um aluno.

A temporada de formação Outubro-Novembro registou, no geral dos nove cursos, incluindo os de Contabilidade geral, Gestão de recursos humanos, Atendimento ao cliente e Electricidade, 146 inscritos, dos quais 132 finalizaram com êxito, de acordo com a directora Marcela Paula, que subdividiu este grupo em 84 alunos do sexo feminino e 48 do masculino.

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