Carta do leitor: Bom trabalho da Polícia Nacional…

Director do O PAÍS, antes de mais, feliz Ano Novo e que 2019 seja de muitas realizações para os angolanos de Cabinda ao Cunene e do mar ao Leste, sob às políticas públicas que estão em curso. Escrevo do distrito urbano da Mainaga, província de Luanda, para elogiar o comportamento e o trabalho dos agentes da Polícia Nacional durante a quadra festiva, bem como na passagem do ano.

Não tenho uma visão geral da actuação dos agentes, mas devo dizer que houve muita lisura, sendo que os cidadãos também colaboraram para que o acto decorresse sem violência e outros problemas que colocariam em causa a festa dos angolanos.

No balanço realizado pelas autoridades, o número de acidentes foi reduzido e espero que continue assim, porque a ideia é evitar casos de morte, uma vez que a vida humana é um bem sagrado e deve ser protegido.

Na minha zona, dizer que não houve confusão estaria a mentir, porém os agentes autuaram sem arma de fogo e os agressores respeitavam, porque os cidadãos colaboravam e em pouco tempo tudo voltou ao normal. É verdade que noutros pontos de Luanda é um pouco arriscado patrulhar sem uma arma de fogo, porque os meliantes estão à espreita e o acesso não tem sido dos melhores para os agentes da ordem pública.

Mas, com mais mobilização e uma política fiável de desarmamento da população vai-se ter a Polícia Nacional que se pretende, porque o cidadão tem noção de que a Polícia está na rua para manter a ordem e tranquilidade pública. Por estarem ao serviço do Estado, a formação, isto cabe ao Ministério e ao Comando Geral, aperfeiçoar mais, porque se os agentes forem educados e tiverem um nível de instrução (atitude pedagógica) haverá maior compreensão entre o cidadão e o agente, portanto, o uso da força será um nado morto.

Nesta quadra festa houve prevenção, mas não aquela que se via antes, tudo porque a Operação Resgate, embora não agrade a gregos e a troianos, em pouco tempo vai tocando na consciência do cidadão. Por isso, muitos festejaram dentro dos limites estabelecidos e não tiveram problemas.

Tudo indica que se o cidadão for educado a sociedade se desenvolverá e todos vão educadamente cobrar mais de quem governa, sem esquecer que a condição social do agente deve mudar.

Espero que o trabalho da Polícia Nacional, em nome da Operação Resgate, não fique por aqui e que as reclamações de certos cidadãos não seja encaradas como uma atitude desestabilizadora, mas sim como uma via para a construção da nossa Angola, onde não pode pensar, todos, da mesma maneira.

Nelito Traça,

Maianga

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