Produção de petróleo em corte com atenções na subida do preço

Ficou decidido, na última reunião da dos Países Produtores de Petróleo (OPEP), que haveria um corte na produção, cujo objectivo é a redução da oferta e o aumento do preço do barri no mercado internacional. Com efeito, Angola pode cortar cerca de 50 mil barris/dia

Os países membros da OPEP começaram já a implementar a medida de redução da sua produção de petróleo, sendo este ajuste na ordem de 3,02% para cada Estado membro.

A decisão foi tomada pelos membros daquela organização na conferência que teve lugar nos dias 06 e 07 de Dezembro de 2018, em Viena – Áustria, tudo por causa da quebra dos preços que chegou aos UDS 50, quando se esperava que o barril de petróleo tocasse os USD 100 até meados do ano. Com este ajuste, ligeiramente superior aos 2,5% inicialmente acordados na reunião, Angola, com uma produção de referência de 1,528 milhões de barris/ dia, poderá cortar 47 mil barris/ dia, ao contrário dos 29 mil barris, o que implicará baixar a produção para um milhão e 481 mil barris/dia.

A medida, que terá uma duração de seis meses, devendo ser objecto de avaliação dos seus resultados em Abril (dois meses antes do prazo), tem como propósito reduzir o excesso de stock e o desequilíbrio entre a oferta e a procura.

Entre 2014 e 2016, a oferta de petróleo no mundo superou a procura em 1,5 milhões de barris/ dia armazenados, quando na altura a oferta mundial aumentara a 5,8 milhões de barris/dia, enquanto a procura crescia apenas em 4,3 milhões de barris/ dia.

Ainda sobre os cortes, importa lembrar que depois da queda do preço da matéria-prima, isso em 2014, com os mínimos históricos de USD 28, os países da OPEP chegaram a um acordo em Viena para um primeiro corte na produção diária de petróleo de até 1,8 milhões de barris no primeiro semestre de 2017, visando impulsionar os preços mundiais do petróleo.

O acordo também foi apoiado por 11 Estados não-membros da organização. No final de Maio de 2017, as partes concordaram em estender o primeiro acordo até ao final de Março de 2018. Países produtores e não produtores entendem ser necessário encontrar um preço de equilíbrio que não ponha em causa o crescimento económico mundial.

A OPEP é responsável por mais de 40% da produção mundial de petróleo, com uma média diária de 32,7 milhões de barris/dia. Criada em 1960, em Bagdad (Iraque), a OPEP tem como países membros Angola, Argélia, Gabão, Guiné Equatorial, Líbia, Nigéria, Gabão, Venezuela, Equador, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Irão, Iraque , Kuwait, Indonésia e Qatar, este último anunciou a sua retirada do Cartel este mês de Janeiro.

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