Religião: Igreja Messiânica com liderança angolana

A Igreja Messiânica Mundial de Angola (IMMA) conta desde Dezembro último com uma nova direcção de pastores angolanos fiéis ao Trono de Kyoshu

A nova direcção, que agora passa a ser liderada por Afonso Quifuta Pereira, foi eleita a 7 de Dezembro, em conferência extraordinária, em substituição do missionário brasileiro Cláudio Pinheiro, afastado por alegada má gestão e desvio de mais de 2 biliões de Kwanzas desta congregação religiosa.

Foram ainda eleitos Manuel Francisco da Costa para o cargo de vice-presidente para administração, António Manuel Muhongo, vice-presidente para a expansão, e têm um mandato de quatros anos.

O novo responsável da Igreja Messiânica Mundial de Angola foi eleito com 67 votos, superando os seus concorrentes mais directos, os missionários Beny José Faztudo, e Francisco Xavier Hatewa, respectivamente, num acto assistido por 33 ministros sagrados e 63 responsáveis de Johrei Center.

Implantada em Angola há 28 anos, a IMMA foi dirigida sucessivamente por missionários brasileiros, sendo o último Cláudio Pinheiro, afastado em Novembro do ano passado, por decisão dos fiéis desta congregação de origem japonesa.

Depois do afastamento do missionário brasileiro, foi criada no dia 3 de Agosto de 2018, uma “Comissão de Salvação da IMMA” composta por seis ministros, e esta estimulou a realização da conferência extraordinária.

Outras acusações Contra o antigo líder espiritual, que esteve à frente da igreja durante oito anos, segundo apurou O PAÍS de fonte ligada à nova direcção da IMMA, pendem, entre outras, as acusações de profanar a fé e de se ligar a Masayoshi Kobayashi. Kobayashi é apontado pela nova direcção como sendo “um pseudolíder violador dos cânones messiânicos e do Estatuto da Igreja Mãe no Japão, virado para a venda de indulgência, em detrimento do Trono de Kyoshu representado pelo 4º Líder Espiritual, Yoichi Okada, “centralizado no amor, na bondade e na união entre os irmãos”.

Outras acusações Lavagem de dinheiro, faltas de prestação de contas, de pagamento de impostos ao Estado, autoritarismo, uso de práticas selectivas e de coartar o direito dos jovens seminaristas ao ensino superior, de acordo com o Manifesto acusatório do Ministro Flávio dos Santos Cabuço, fazem parte ainda das acusações contra Cláudio Pinheiro.

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