activista defende catalogação e devolução do dinheiro desviado aos cofres do estado

O jornalista e activista cívico rafael Marques de Morais defendeu a necessidade de se devolver o capital desviado dos cofres do Estado, os que estejam domiciliados no estrangeiro e em angola

Em entrevista, o activista justificou que não basta o dinheiro que se encontra no exterior, mas também o que está no país precisa ser catalogado e devolvido aos cofres do Estado. Falando à margem da cerimónia de cumprimentos de fim de ano ao Presidente da República, recentemente na Cidade Alta, disse ser necessário o repatriamento coercivo de capitais, sem se recorrer à criação de uma outra legislação.

Rafael Marques justificou que a lei sobre o repatriamento de capitais aprovada pela Assembleia Nacional é o único instrumento jurídico para resgatar o dinheiro do Estado que se encontra domiciliado no estrangeiro. Para a eficácia deste combate, o activista entende ser necessário a Procuradoria Geral da República(PGR) e outros serviços correspondentes trabalharem em conjunto para se alcançar os resultados que se espera.

Apesar de reconhecer ser uma tarefa difícil, a julgar pela sua complexidade, o também jornalista investigativo disse que o mais importante é colocar em prática o que foi planeado, realçando que só assim o país resgatará a sua boa imagem no exterior, no que à corrupção diz respeito.

Governação de João Lourenço

Em relação à governação do Presidente da República, João Lourenço, Rafael Marques disse haver alguns sinais, embora entenda que tudo dependerá, de certo modo, de uma maior exigência da parte da sociedade civil.

Rafael Marques destacou a economia como um dos maiores ‘bicos de obras’ da governação neste ano de 2019, esperando que venha a estabilizarse para permitir a criação de mais postos de trabalho, sobretudo para a juventude.

“Além do combate à corrupção, a geração de emprego será um dos pontos fulcrais neste novo ano, revitalizando a economia nacional”, explicou o activista. Finalmente, considera expectante o processo de repatriamento coercivo de capitais domiciliados no exterior do país, cujo período de benevolência voluntária terminou no mês passado.

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