polícia da Huíla expulsa agentes da PIR acusados de homicídio

O crime de homicídio por espancamento de que são acusados os dois agentes ambos de 2ª classe, colocados na unidade da polícia de intervenção rápida (upir), foi praticado na noite do dia 26 de Dezembro de 2017 na localidade do Luyovo, arredores da cidade do Lubango, em que foi vítima uma cidadã de 32 anos de idade

Por: João Katombela, na Huíla 

O Comando Provincial da Polícia Nacional na Huíla expulsou recentemente dois agentes de 2ª Classe, em obediência ao despacho do Comandante-geral da Polícia Nacional, em função de um processo disciplinar movido pelo gabinete jurídico.

José Domingos Shalina, de 40 anos de idade, e Angelino Chivela, de 41 anos de idade, espancaram Cristina Malesso, de 32 anos de idade, quando durante um convívio deram pela falta da carteira de um dos acusados.

Os dois acusados encontravamse detidos em prisão preventiva desde o dia 27 de Dezembro de 2017, numa das unidades penitenciárias da 5ª Região Militar Sul, tendo sido mais tarde acusados pelo Ministério Público pelo crime de ofensas corporais graves que resultaram em morte.

De acordo com o director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa da Delegação do Ministério do Interior, Manuel Halaiwa, para além do processocrime foi igualmente instaurado o processo disciplinar pelo Gabinete Jurídico do Comando Provincial da Polícia Nacional na Huíla, que determinou a expulsão da coorporação.

Apesar de serem paramilitares, os dois agentes foram julgados por um tribunal civil. O director do GCII da Delegação do MININT, Manuel Halaiwa, apelou aos efectivos dos vários organismos que compõem o Ministério do Interior a pautarem-se por uma conduta exemplar nas suas actuações, no sentido de preservar a boa imagem do sector.

“É um caso que, naturalmente, preocupou a corporação, por quanto nós não podemos pactuar com isso, porque a nossa missão é garantir a segurança e tranquilidade à população”, explicou. Por esta razão, o Tribunal Provincial da Huíla condenou os dois réus a penas de 16 anos de prisão maior. De momento, os dois cidadãos nacionais encontram-se a cumprir a pena na cadeia do Bentiaba, na província do Namibe.

Familiares da vítima dizem que a justiça foi feita

Apesar de já não terem no seu seio a sua ente querida, os familiares de Cristina Malesso dizem-se satisfeitos com a decisão do tribunal. Manuel Francisco Tchicambi, tio da vítima, avançou que foi feita justiça.

“Ninguém que perde o familiar fica de todo satisfeito com qualquer decisão do Tribunal, afinal, a pessoa que morreu jamais voltará e a vida humana não tem preço, mas como todo o crime deve ser punido, acreditamos que a justiça foi feita” revelou.

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