Rei da Baixa de kassanje quer que 4 de Janeiro volte a ser feriado nacional

este dia não se pode confinar a uma simples data de celebração nacional, por se tratar de uma data histórica em que lutaram e morreram angolanos de vários pontos do país, defende

O Rei da Baixa de Kassanje(Malanje), Dianhenga Aspirante Cambamba Kulaxingo, pediu ao Presidente da República, João Lourenço, na qualidade de Titular do Poder Executivo, que intervenha junto da Assembleia Nacional para que o 4 de Janeiro, Dia dos Mártires da Repressão Colonial, volte a ser feriado nacional, em vez de uma simples data de celebração nacional.

Sua Majestade Cambamba Kulaxingo lançou este apelo ontem, em conferência de imprensa, em Luanda, na véspera da comemoração do 58º aniversário do levantamento da Baixa de Kassanje, cujo acto central realiza-se hoje na província de Cabinda.

“Queremos que a intervenção do senhor Presidente da República se baseie no slogan do MPLA: corrigir o que está mal e melhorar o que está bem, porque é o partido vencedor e que tem a maioria no Parlamento”, sugeriu. Disse ser necessário rever esta data pelo facto de a sua exaltação não corresponder a de um feriado nacional, atendendo à sua dimensão histórica.

“Estamos a falar do primeiro movimento de contestação contra o colonialismo português, cuja sublevação causou a morte de centenas de trabalhadores”, justificou.

Disse que o 4 de Janeiro não se pode confinar a uma simples data de celebração nacional por se tratar de uma data histórica em que lutaram e morreram angolanos de vários pontos do país.

“As pessoas que morreram não são apenas da Baixa de Kassanje, mas também de outros pontos do país, que cansados da exploração nos campos de algodão decidiram atirar-se contra os colonialistas portugueses”, recordou.

Monumento

Na conferência de imprensa, o Rei Cambamba Kulaxingo disse que a Baixa de Kassanje aguarda pela construção de um monumento histórico nacional em homenagem aos mártires de 4 de Janeiro de 1961, prometido pelo antigo Governo do Presidente da República José Eduardo dos Santos.

Para ele, a edificação do monumento não servirá somente para honrar a memória dos heróis desta heróica região do município do Quela, mas também moralizar as famílias das vítimas. Situação sócio-económica Durante o encontro com a imprensa, Sua Majestade Kulaxingo revelou que as populações da sua região enfrentam várias dificuldades e falta-lhes quase tudo.

Apontou que com a entrada em vigor, em Setembro deste ano, da “Operação Resgate”, a situação agravou-se, porquanto os comerciantes que ofereciam vários serviços na Baixa de Kassanje abandonaram a localidade.-

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