Resíduos urbanos transformados em “peças de arte decorativa”

com resíduos como o rolo de papel higiénico, garrafa de água mineral, disco de música e pneus de carro são produzidas peças decorativas, entre elas vasos, galinha de papel e cadeiras de borracha

A acção é desenvolvida pelo Instituto Nacional de Gestão Ambiental, do Ministério do Ambiente, que há mais de seis anos leva a cabo um projecto que visa transformar resíduos urbanos em peças decorativas, com o objectivo de reduzir a poluição ambiental.

Desta feita, a iniciativa tem reutilizado vários materiais como rolos de papel higiénico, jornais, papelão, garrafa de água mineral, discos de música, jornais e pneus de carro.

Com estes resíduos são produzidas flores de papel, vasos de garrafa, cadeiras de borracha e galinhas feitas de jornais, peças estas que servem para a decoração de residências, ambientes corporativos, entre outros.

A representante do Instituto Nacional de Gestão Ambiental do Ministério do Ambiente, Ludmila Neto, referiu que o projecto desenvolvido ao nível nacional tem como objectivo sensibilizar a reutilização dos resíduos muitas vezes considerados “lixo”.

“Os resíduos para muitos é lixo, mas para outros é arte. Isso implica que podemos dar vida àquilo que outrora foi morto, proporcionando um ambiente mais sadio”, observou.

Ludmila Neto avançou que o projecto desenvolvido há mais de seis anos foi abraçado pela ministra do Ambiente, Paula Francisco, nomeada em Setembro 2017, que tem vindo a apresentar propostas para a sua continuidade.

“O projecto ficou um pouco balanceado devido à crise económica que o país atravessa, mas voltamos com mais satisfação para poder incentivar a reciclagem dos resíduos”, explicou.

Aquisição dos resíduos

Ludmila Neto explicou que os resíduos são recolhidos diariamente nos supermercados, que consideram um dos pontos fortes na produção de resíduos. “Fizemos a recolha pessoalmente e depois fizemos a separação dos mesmos. Isso acontece com aqueles supermercados que não têm o plano de gestão de resíduos para ver a sua finalidade”, aferiu.

A funcionária pública avançou que durante um mês chegam a angariar cerca de mil e 500 garrafas só de água mineral. Quanto à recolha de pneus usados, que são utilizados para o fabrico de cadeiras, realçou serem recolhidos em várias oficinas mais de oitocentos.

Produção das peças decorativas

Para a produção das peças decorativas, o Instituto Nacional de Gestão Ambiental tem trabalhado com os estudantes das escolas e colégios, de modos a ensinar desde a tenra idade sobre o aproveitamento dos resíduos. Só em 2018 este instituto trabalhou com 10 creches e 16 escolas.

Quanto às cadeiras de borracha, são feitas num atelier e comercializado a clientes individuais. “ Temos feito uma abordaram referiu. ria “Os resíduos para muitos é lixo, mas para outros é arte“ Representante do Instituto Nacional de Gestão Ambiental, Ludmila Neto gem e apresentação dos materiais reutilizáveis e reciclados.

Mostramos a elas o impacto que os mesmos têm no ambiente”, contou. A borracha tem um tempo indeterminado para degradação, ela só perde o impacto quando já muito utilizada. A funcionária do instituto avançou que com o valor angariado são adquiridos materiais para a produção das peças

 

 Os resíduos

A questão do lixo está directamente ligada ao modelo de desenvolvimento que vivemos, vinculada ao incentivo do consumo. Há aproximadamente 40 anos, a quantidade de lixo gerada era muito inferior à actual. Hoje a população aumentou, a globalização se encontra num estágio avançado.

Além disso, as inovações tecnológicas no seguimento dos meios de comunicação (rádio, televisão, internet, celular etc.) facilitaram a dispersão de mercadorias ao nível mundial. o lixo (também chamado de resíduo) é considerado um dos maiores problemas ambientais da nossa sociedade.

Na maioria das vezes, o lixo não é descartado de maneira correcta e pode resultar em diversos problemas de para o meio ambiente, como contaminação da água, do solo e até mesmo do ar.

 

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