Gabão: abortada tentativa de golpe

O porta-voz do governo gabonês, Guy Bertrand Mapangou, anunciou a detenção dos militares que se tinham apoderado da Rádio Nacional. Estes pretendiam implementar um “Conselho Nacional de Restauração” denunciando o facto de o Presidente continuar em convalescença em Marrocos.

A tentativa de golpe de Estado em Libreville ocorreu na manhã desta Segunda-feira, 7 de Janeiro.

Um tenente leu um discurso na rádio que um grupo de militares conseguira ocupar.

Kelly Ondo Obiang, comandante adjunto da Guarda Republicana, denunciou a mensagem de Ano Novo do Chefe de Estado Ali Bongo, difundida a 31 de Dezembro a partir de Marrocos onde ele se encontra em convalescença, após ter sofrido em Outubro passado um acidente vascular cerebral.

Uma mensagem que, segundo eles, “reforçou a dúvida sobre a sua capacidade de assegurar as funções de Presidente da República”.

Os militares amotinados prometeram uma transição democrática e convidaram personalidades políticas a vir à assembleia.

O grupo seria constituído de militares da Guarda de Honra, estes contestaram a cumplicidade “da alta hierarquia militar” de manter Ali Bongo no poder.

O Governo gabonês confirma a detenção de quatro militares, um quinto estaria em fuga, tratar-se-ia do militar que leu o comunicado na rádio.

A União Africana condenou já, com firmeza, a tentativa de golpe de Estado no Gabão.

Ali Bongo sucedeu ao pai na presidência do Gabão, Omar Bongo, em 2009. Ele foi reeleito em 2016 com menos de 6 000 votos a mais do que o opositor Jean Ping, antigo presidente da Comissão da União Africana, num escrutínio marcado por acusações de fraude e manifestações violentas.

Ali Bongo de 59 anos, recompõe-se em Marrocos de um acidente vascular cerebral sofrido a 24 de Outubro aquando de uma conferência económica na Arábia Saudita.

Na sua mensagem de Ano Novo, o Chefe de Estado admitiu ter problemas de saúde, mas afirmou estar a recompor-se.

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