Actores culturais apelam para a realização de actividades abrangentes

A jornada do Dia da Cultura Nacional que decorre sob o lema “Pela Preservação e Valorização da Memória Histórica do Povo Angolano, Exaltemos a Cultura de Paz para a Paz na Cultura” teve início a 4 do corrente, até 31 e contempla a realização de palestras, visitas guiadas a instituições públicas e entrega de diplomas de mérito.

O jornal OPAÍS conversou com alguns fazedores de artes, acerca das actividades realizadas. Os mesmos defenderam a realização de acções culturais que de facto mostrem a história da cultura nacional, bem como eventos que envolvessem os artistas e cidadãos.

O músico, investigador, promotor e agente cultural, Dioniso Rocha, defendeu uma maior divulgação da data, de modos a envolver os cidadãos. “Parece que ninguém está preocupado com a Cultura.

As pessoas que estão ligadas a este sector parecem que não percebem nada, ou estão cada vez mais além dos principais motivos para trabalhar. Estamos numa altura em que mais se necessita transmitir aos vindouros, aquilo que foi feito no passado em relação à Cultura”, observou.

Dioniso Rocha defende ainda que a data deve ser celebrada, de modos a se fazer sentir a metamorfose do desenvolvimento antropocultural, bem como o facto de a data servir de refl exão sobre a Cultura angolana nos vários domínios. Quanto à realização de actividades culturais de grande vulto, reconheceu não serem possíveis no momento, devido à fase critica que o país está a passar.

“Com esta crise não há orçamento justamente para a área da Cultura. Em Dezembro, os fazedores de cultura não tiveram nenhum subsídio para estas realizações. Só para ver que fazer cultura no nosso país é uma aventura muito grande”, considerou.

Por sua vez, o artista plástico António Tomás Ana “Etona”, apontou que a data não deve ser celebrada pelos funcionários do Ministério da Cultura, mas sim pelos cidadãos em vários pontos do país.

O artista apelou ao ministério para a divulgação do Dia da Cultura Nacional nos órgãos de comunicação social, assim como a realização de actividades de grande vulto, que possam envolver as várias disciplinas culturais.

“Devia haver bienais, onde se incluíssem eventos sobre a data, actividades estas que se fi zessem sentir nas fronteiras nacionais, sobre aquilo que é a nossa Cultura em relação às outras. Enquanto não existir isso fi ca difícil falar sobre a nossa cultura”, referiu.

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