Há necessidade de reduzir números de bancos com a fusão, defende economista

O mercado angolano é incapaz de absorver mais 20 bancos. Em função disso, alguns bancos que surgiram recentemente não estão em condições de dar resposta aos requisitos exigidos, daí o desaparecimento precoce. o economista Francisco Silvestre aplaude a decisão do bNA de encerramento dos bancos e defende fusão

Os bancos Postal e Mais encerraram partir de ontem, Segunda-feira, 7, as suas actividades por incumprimento do aviso 2/2018, do Banco Nacional de Angola (BNA), que obrigava o aumento do capital social e dos fundos próprios regulamentares de AKZ 2,5 mil milhões para 7,5 mil milhões, até Dezembro último.

De acordo com o economista Silvestre Francisco, o Banco Nacional de Angola (BNA) agiu de acordo com as normas, pelo facto de os bancos Postal e Mais não cumprirem com os requisitos exigidos. Em sua opinião, muitos bancos encontram-se com problemas de constituição e têm práticas de tráfico de influências e não observam transparência nas suais actividades.

“O país possui muitos bancos para a economia que temos. Há necessidade de reduzir os números de bancos com a fusão entre eles”, referiu.

O economista acredita que muitos gestores usam os bancos para sustentarem os seus próprios negócios, pelo facto de criarem dificuldades aos clientes na aquisição de divisas e outros serviços que normalmente são prestados por bancos.

“Muitos bancos precisam de auditoria porque não têm requisitos, nem capacidade de funcionar e cumprir com o seu papel”, explica. Segundo ele, a fusão entre os bancos é recomendável para o crescimento da economia, pois torna sustentável, poderá aumentar a capacidade de liquidez, inteirar-se dos problemas das famílias e das empresas. Com a fusão, os bancos estão mais fortes e preparados para exercer o seu verdadeiro papel na economia. Para Silvestre Francisco, quando existe um grande número de instituições bancárias existe branqueamento de capitais, o excesso de bancos torna disfuncional a economia.

Clientes do Banco Postal no Huambo manifestam-se Centenas de clientes do Banco Postal, na sua maioria moto-taxistas e pequenos comerciantes, concentraram-se esta manhã diante do palácio da governadora da província do Huambo, exigindo a restituição do seu dinheiro.

Os clientes, que pretendiam obter esclarecimentos acerca dos seus depósitos, começaram por se concentrar no balcão da agência bancária, nas proximidades do palácio, mas sem sucesso, por encontrarem as portas fechadas e sem a presença dos funcionários. Daí rumaram, aos gritos “queremos o nosso dinheiro”, para o principal portão de acesso ao palácio, onde já se encontrava um cordão de segurança, formado por polícias de intervenção rápida e de ordem pública.

Em funcionamento na província do Huambo, há quase dois anos, o Banco Postal, com sede na província de Luanda, oferece o serviço Xikila Money, uma novidade também no mercado angolano, onde as contas eram abertas com o número do telemóvel, ajudando, por esta via, a efectuar pagamentos de serviços de televisão, telefone e demais.

Também tinha um produto denominado comércio e empresário, vocacionado ao crédito a clientes empresariais, pequenas e médias empresas, Xikibook, um serviço do Xikila Money que permite aos clientes operacionalizarem as suas contas a partir do Facebook, a qualquer momento.

Contudo, no comunicado afixado na agência bancária lê-se que os depósitos e quaisquer outros interesses dos clientes, fornecedores e prestadores de serviços estão salvaguardados, sendo que nos próximos dias será prestada toda e qualquer informação que advém da decisão do Banco Nacional de Angola.

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