Ministra da Cultura garante maior apoio ao sector da “Sétima Arte”

Ministra da Cultura garante maior apoio ao sector da “Sétima Arte”

POR: Adjelson Coimbra

A titular da pasta da Cultura, Carolina Cerqueira, reconheceu o pouco impulsionamento no sector da cinematografia, devido à falta de verbas. Entretanto, garantiu um maior apoio a esse sector durante o presente ano, tendo assinalado o incremento de parcerias com outros países. Fruto desse intercâmbio resultou a realização de ciclos de cinema estrangeiros em Luanda e em algumas províncias, abrindo também possibilidades de reforço de cooperação e de formação de jovens quadros nacionais no estrangeiro. Por isso, a responsável considerou esse sector como prioritário, pois pretende-se que se encontre uma solução para a dinamização e resgate da indústria cinematográfica no país e, igualmente, do tratamento fílmico internacional.

Mais bibliotecas no país

Durante o acto, a ministra fez saber que o seu pelouro vai dar também uma especial atenção ao sector do livro e da leitura, com a construção de mais espaços para pesquisas e leitura. “Está em curso o projecto de bibliotecas móveis para as comunidades mais recônditas, ao mesmo tempo está prevista a conclusão do estudo para a construção de mais bibliotecas ao nível municipal e provincial, assim como o estudo da construção da futura Biblioteca Nacional de Luanda”, anunciou. Paralelamente à Biblioteca Nacional de Angola, o Ministério da Cultura tem desenvolvido um vasto programa de formação de quadros nas províncias e também tem participado em conferências, feiras, exposições e outras actividades.

Autoridades tradicionais “às vistas” do ministério

Quanto à regularização da actividade religiosa em Angola, a ministra prometeu dar continuidade ao acompanhamento deste dossier, para que a religião sirva dealavanca para a tranquilidade social e harmonia entre as famílias, prosseguindo as parcerias com as instituições religiosas por um diálogo inter-religioso e ecuménico. “As autoridades e o poder tradicional estarão igualmente no centro das atenções do ministério, devido à sua importância para o reforço da harmonia social, estando em curso actualmente o processo de cadastramento e de estudo sobre a sua organização, linhagem e enquadramento”, frisou.

Património cultural

Segundo Carolina Cerqueira, em Angola, concretamente em Mbanza Kongo, existe um património que é de todo mundo e por isso há uma série de normas que têm de ser respeitadas, porque conservamos este acervo no território nacional, um património que pertence à humanidade. Revelou ainda para este ano a realização do FestKongo, que vai envolver a República Democrática Congo, o Congo Brazzaville, o Gabão e outros países da região. “Vamos realizar também a segunda mesa redonda de investigação histórica sobre Mbanza Kongo e vamos sobretudo trabalhar com o Ministério do Turismo para incrementar e dinamizar o turismo cultural naquela região”, salientou. A recuperação do património nacional, a conclusão de obras não terminadas, o lançamento dos concursos públicos para a recuperação de edifícios ligados à actividade cultural, assim como resgate de obras de arte levadas igualmente para o exterior de forma ilegal, são acções que o MINCULT promete resolver a médio e longo prazos.

Escola de artes do Bengo com equipamentos de ponta inoperantes

A formação artística embora seja uma das prioridades do Ministério da Cultura, segundo a titular da pasta desse departamento ministerial, tem-se deparado com dificuldades conjunturais em particular com o CEARTE. “Assim como outras escolas de arte, a do Bengo, apesar de estar equipada com tecnologias de ponta não está em pleno funcionamento e muitas das suas potencialidades estão inoperantes por falta de professores, questões técnicas e de reduzida gestão interna”, explicou. A solução passa por repensar novas formas de gestão e de modernização dos cursos de formação artística, para que possam ser impulsionadas e aproveitadas as inúmeras valências que poderão agregar valor à formação em áreas como canto, teatro, artes plástica e noutros domínios como a oratória, e a escrita. Outrossim, o MINCULT, através da sua titular, assegura que está em fase final e de aprovação na Assembleia Nacional a Lei da Religião, Crença e Culto; Leis das Línguas Nacionais; Leis das Autoridades Tradicionais, a Lei dos Museus, entre outras.

Animação

O Dia da Cultura Nacional foi celebrado sob o lema “Pela preservação e valorização da memória histórica do angolano, exaltemos a cultura da paz para a paz na cultura”, contou com animações da poetisa Ilda Lemos, Mito Gaspar, Costantino, Toty Sa’Med, Edmázia Mayembe, a Banda CEARTE, a exibição do Ballet Nacional de Angola e do grupo de Teatro Horizonte Nzinga Mbandi.