Quem não dançar…!

POR: Alberto Kizua

Estamos em 2019, 19 anos depois do ano que, supostamente, o mundo iria acabar. Ainda bem que o mundo não sucumbiu neste período, porque, eu e família, teríamos passado desta para melhor numa terra que não é nossa. Saudações ao Dr. Anderson Figueira, em Brasília, cidade que testemunhou a investidura do capitão Jair Bolsonaro, 39 anos depois de os militares terem perdido o poder, com o advento da democracia, num país de dimensão continental. Quem acompanhou a tomada de posse, tal como eu, terá observado vários momentos que não podiam escapar ao olhar atento dos espectadores. A satisfação dos que o apoiaram e votaram, e os três momentos inusitados: a intromissão do primogénito do Presidente eleito na viatura protocolar, a intervenção da primeira-dama Michelle de Paula Bolsonaro, e, por último, a solicitação de permissão do capitão Presidente ao general seu vice, para tomar a palavra, reafirmando o princípio castrense de que as honras cabem aos generais. Cabem, sim, aos generais que sabem conduzir homens nos mais variados teatros operacionais estratégicos. General é general em qualquer parte do mundo. Não importa que seja “durão” como o apresentador de televisão brasileira se referiu do Presidente de Angola, dando nota à presença do Embaixador Manuel Augusto, como seu representante, no acto da tomada de posse do 38º Presidente do Brasil. General não se lhe quer autoritário e desprovido de visão estratégica, mas congregador de homens e mulheres, atento na avaliação da situação, sereno na tomada de decisão, visionário na procura de possíveis soluções, na manutenção da ordem e tranquilidade, no resgate dos bons hábitos e costumes, e na salvaguarda e preservação das riquezas nacionais. General deve ser nobre e íntegro, bom ouvinte e pouco falador, destemido mas sem ser tirano, acima de tudo um líder. Dedicar-se ao país e identificar- se com a Nação na luta contra os impulsos que ponham em risco a soberania nacional também faz parte da missão de um general. Mais ainda, deve descartar a greve de fome e procurar soluções para minimizar a carência e dar condições para quem precisa de comida. Quem faz greve de fome é cobarde. As situações devem ser enfrentadas de peito aperto. Quem não está preparado que não aceite o desafio, pois esta é a hora de marcharmos juntos o mundo dos homens. O game, como soe dizer, está duro, já estão a tombar. É katuta. Galinha não segue pato. Parece que o nosso “J” não tem só um livro na banca de cabeceira como “J” de lá. 2019 só começou e pimbas. Quem joga xadrez sabe o momento certo para movimentar o peão e, quem não joga, fica atento mas não percebe nada. Atenção ao relógio, começou a contagem. Viram aquela? Não fui culpado. Vamos todos dançar, pois quem não dançar…! Ainda bem que a minha mãe Paulina já não faz parte deste mundo.

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