Amantes da Literatura trazem análises literárias a OPAÍS

POR: Adjelson Coimbra

Santo Quimbalambi e Ernesto Daniel são jovens estudantes e amantes da Literatura, integrantes do movimento Litteragris, que trazem à tona o projecto denominado “Méritos”, cujo pendor cingese primordialmente, a promover os escritores angolanos e as suas obras O jornal OPAÍS trará aos seus leitores, todos os Sábados, a partir do dia 19 do corrente mês, uma nova rubrica idealizada por jovens do movimento literário Litteragris.

Santo Quimbalambi, de 33 anos e estudante de Cinema e TV, um dos mentores do projecto, explica que “Méritos” é uma rubrica de carácter literário que visa trazer alguns artigos sobre determinadas obras literárias e autores de renome, e não só, da sociedade angolana.

O que se pretende, na verdade, é mostrar o cunho que as obra têm, o seu valor e para suscitar o interesse do público leitor. Os jovens trazem ainda uma co-rubrica que se vai caracterizar por ter textos poéticos ou prosaicos pertencentes a um determinado autor, quer seja conhecido ou não. Já Ernesto Daniel, outro mentor, de 31 anos e estudante de Literatura, acrescenta que a ideia é exaltar as obras que serão publicadas, ou obras já publicadas.

“O que acontece é que em Angola não temos abertura ou um espaço, seja ao nível de jornal ou televisivo, onde se dá espaço à Literatura. Então vamos aproveitando os poucos espaços que temos para fazer as divulgações”, salientou. Detalhadamente, afirma que pretendem dar a conhecer ao público leitor os escritos publicados e os que se vão publicando. “Posso pegar numa obra do escritor João Tala publicada em 2006. Para tornar a reviver essa obra é necessário fazer com que o público leitor a conheça para posteriormente poder ir atrás”, exemplificou.

Objectivos

Por outro lado, segundo explicam, esta iniciativa surge para a valorização daquilo que é ofício dos escritores, porque o escritor faz parte da educação, daquilo que é o princípio da formação de qualquer sociedade. Para os jovens, a escrita é a base de tudo, por ser bastante crucial, na formação de qualquer sociedade. “Então divulgar os elementos do próprio autor achamos importante. Estudamos aspectos ligados à literatura e à língua portuguesa. Valorizamos também a língua nacional e ajudamos a despertar o interesse pela literatura angolana”, realçou. Inspirados na maneira como é valorizada, por exemplo, a literatura francesa, estes jovens pretendem igualmente que a literatura angolana seja uma potência, ajudando a mostrar os caminhos para escrever melhor.

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