Operação Transparência alargada para 17 províncias

A província de Cabinda, devido à proximidade com República Democrática do Congo (RDC) que se encontra em período eleitoral, estará momentaneamente fora do processo, disse o porta-voz da operação, o comissário António Bernardo, citado pela Angop.

A decisão foi tomada ontem, após a reunião da Comissão de Apoio ao Conselho de Segurança Nacional para o Combate à Imigração Ilegal e Tráfico Ilícito de Diamantes, que analisou o relatório sobre implementação da Operação Transparência, sob orientação do ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Pedro Sebastião.

Depois de se ter ultrapassado “problemas técnicos”, informou que nas 11 províncias onde já está a decorrer a operação, o processo será intensificado, no sentido de consolidá-lo. O processo iniciou a 25 de Setembro de 2018 e vai abranger igualmente o perímetro marítimo angolano, segundo informou esta Quarta-feira, em Luanda, o porta-voz da operação, António José Bernardo. António Bernardo esclareceu que o destino dos meios apreendidos, entre os quais 121 mil 867 pedras de diamantes com valor por avaliar e 34 milhões 535 mil e 38 quilates de diamantes, será decidido mediante decisão judicial.

Desdramatizou também informações ,sobre as quais os estrangeiros repatriados estejam a voltar a Angola e ao garimpo, afirmando que o mesmo ocorre pelo facto de se ter despertado a cultura da denúncia na população, fruto da Operação Transparência. Ao cabo de três meses do processo, além das 121 mil e 867 pedras de diamantes por avaliar e 34 milhões 535 mil 38 quilates, foram encerradas mais de 300 casas de venda, 90 cooperativas, repatriaram- se voluntariamente 414 mil 643 congoleses e 700 estrangeiros do Oeste africano.

O Pais

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