Matou a filha de 6 anos por sair de casa sem permissão

Um cidadão de 49 anos de idade, residente no município da Caconda, na Huíla, está a ser acusado de ter matado a sua filha de 6 anos, por esta não ter obedecido à ordem de não sair de casa. A menina foi arrastada depois de amarrada a um boi

A menor, de apenas seis anos de idade, foi amarrada pelo próprio pai, que estava em estado de fúria, a um boi e fez com que o animal se pusesse a correr. A infeliz foi arrastada até à morte, segundo consta no balanço da Polícia Nacional na Huíla do último fim-de-semana. O pai terá ficado chateado com a filha por esta não lhe ter obedecido, pois, ao ausentar-se de casa orientou aos filhos que ninguém saísse, o que não sucedeu com a vítima, e a única forma de repreensão que lhe ocorreu foi aquela crueldade. A Polícia já tem detido o acusado, que aguarda pelo pronunciamento do Ministério Público.

Este é um dos dois homicídios que constam no balanço do fim-de-semana da Polícia Nacional na Huíla, pois aconteceu no bairro Tchinongue, no município da Matala, outro crime de homicídio. Neste crime, é vítima um cidadão de 29 anos, que não aguentou o ferimento causado na região craniana com um pedaço de um garrafa por outro cidadão de 20 anos, após se terem desentendido. A Polícia registou ainda duas violações sexuais, com realce para a de uma adolescente de 16 anos, que foi abusada por um indivíduo identificado (em fuga), no município da Matala, que predispôs-se a dar-lhe boleia, quando se dirigia à casa de seus pais.

O acusado desviou a rota e estacionou a viatura num lugar ermo, golpeou a vítima nos membros inferiores e superiores com uma arma branca (catana) e manteve a cópula sob ameaças. Naquele período, a Polícia na Huíla registou um total de 93 crimes, tendo sido esclarecidos 68 e resultado na detenção de 72 cidadãos como presumíveis autores. Dos crimes registados, 38 acorreram entre pessoas conhecidas das vítimas, representando assim 40,8%. Registou- se ainda 18 acidentes de viação, que resultaram em um morto e 17 feridos, bem como danos materiais avaliados em um milhão e 700 mil Kwanzas.

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