Carta do leitor: Subsídios de isolamento pode culminar em nova greve dos médicos

Saudações caro director do jornal OPAÍS, escrevo para exteriorizar a minha tristeza relacionada a uma notícia de uma possível greve do Sindicato dos Técnicos de Enfermagem de Luanda (SINTENFL). Em causa está o reajuste dos salários e pagamento de subsídios no âmbito dos cargos de direcção e chefia e ainda pelo facto de trabalharem em zonas distantes da cidade. Penso que é obrigação do Estado primar pela saúde do seu povo, portanto, garantir a qualidade nos serviços prestados pelos hospitais e seus técnicos. Pude ler hoje, a título de exemplo, neste diário de notícias, a matéria escrita pela Jornalista Maria Teixeira sobre “Médicos que trabalham em localidades distantes da cidade, que reclamam pelos subsídios de isolamento” e que têm a mesma remuneração que os técnicos que se encontram a trabalhar dentro da cidade. Isso é inadmissível, face ao sacrifício feito pelos clínicos que trabalham nas localidades mais distantes, esses deviam ter um subsídio de isolamento. Isso ainda pode culminar em uma nova greve no sector da saúde, em que os prejudicados seremos nós, o povo. DR Já estamos habituados a ver que o Estado só resolve problemas quando saem à superfície, ou quando se sente obrigado a fazer. Quero apelar ao Ministério da Saúde que não espere que os médicos façam greve, correndo o risco de morrer pessoas, para que se resolva as exigências merecidas dos médicos e enfermeiros que dia-a-dia se debatem com inúmeros problemas que dificultam e limitam o seu trabalho, mas que ainda assim, fazem-no com brio, salvando vidas todos os dias.